quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ao procurar um imóvel, homens não levam em conta fatores que mulheres valorizam

Divergências na compra de um imóvel por um casal podem até levar à tão temida DR — discussão sobre o relacionamento. Não há dúvidas entre profissionais do mercado imobiliário de que homens e mulheres têm preferências diferentes ao fechar negócio. Mas, afinal, o que eles e elas consideram importante na hora de comprar?

De acordo com o diretor da Champions Consultoria Imobiliária, Romulo Aquino, o gênero masculino é mais emocional e o feminino, racional:

— Elas não se deixam levar e só compram depois de analisar muito a opção. Preferem apartamentos de três quartos, para dar mais conforto aos filhos, e prestam atenção em tudo na hora da compra.

Gerente de vendas da Patrimóvel Barra, Flávia Elias destaca que, no caso da aquisição de casas, o quintal é um dos pontos polêmicos:

— A mulher pensa logo no trabalho que vai ter para limpar a área, enquanto o homem faz questão de um espaço maior, destinado ao lazer.

Sobre quem dá a palavra final, o diretor de vendas da construtora e incorporadora Even, Daniel Guerbatin, afirma que, em algumas situações, é a mulher que decide:

— Certa vez, um casal foi ver um imóvel e o homem adorou a vista da cozinha, porque dava para a piscina. Mas a mulher, não. Eles ficaram um bom tempo debatendo e, no final, ela ganhou.

O especialista ressalta que, apesar das diferenças, ambos consideram a localização e uma planta funcional, para acomodar bem a família.

Depoimentos

Gustavo Araújo, consultor imobiliário do grupo Apsa:

— De forma geral, as mulheres ligam mais para o estado e para a beleza do imóvel. Elas podem simplesmente se encantar por uma unidade não tão bem localizada, por exemplo. Homens são mais analíticos, procuram o melhor preço e veem o potencial do imóvel, se dispondo a reformá-lo, se for o caso. Mas, em 90% dos casos, elas que dão a palavra final. Quando um homem que tem uma companheira vai fazer uma avaliação, geralmente acaba voltando com ela, antes de fechar negócio. Outra observação curiosa é a relação dos dois gêneros com as vagas de garagem. Ambos não gostam de vaga muito apertada. Elas, porque vão precisar fazer muitas manobras e eles, pelo risco de arranhar o carro.

Marjore Campos, corretora da Basimóvel, do grupo Brasil Brokers:

— Diferentemente do que muita gente pensa, as mulheres se ligam muito mais no tamanho da cozinha do que no de quartos e de closets, principalmente quando estão avaliando imóveis novos, em que o cômodo é menor do que em antigos. Os homens avaliam o espaço geral do apartamento, pensando sempre numa sala ampla, para ver TV. Elas são mais atentas aos acabamentos: pintura, tipo de piso e de azulejo. Além disso, são quem resolve. Veem o imóvel, ligam para os maridos, explicam tudo e está resolvido! Eles preferem se certificar de que elas vão gostar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Especialistas mostram como ganhar dinheiro com imóveis

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Boa notícia para quem gosta de investir em imóveis: o mercado está em alta. O preço de imóveis novos e usados, residencial ou comercial, está subindo.

A má notícia: justamente por estar em alta, quem pretende investir neste setor vai pagar caro por isso.

E a explicação financeira é bem simples. Os juros devem começar a cair, o que vai afetar a rentabilidade dos investimentos em renda fixa atrelados a eles.

“Muita gente busca nos imóveis uma rentabilidade que não vai conseguir em outro lugar, com pouco risco”, diz o economista Claudio Gonçalves, da Planning Consult.

Residencial ou comercial?

Para Gonçalves, o pulo do gato é o básico comprar-barato-e-vender-caro. Acertando isso, tanto faz se o destino do imóvel for para servir de residência ou para ser a sede de uma empresa.

Mas como acertar na compra? “É preciso estar antenado com o mercado”, afirma Gonçalves. “Conversar com corretores e ficar de olho em bairros que estão recebendo infraestrutura.”

Para Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis, empresa de locação, vendas e administração de imóveis, grandes obras como Metrô e Rodoanel também valorizam uma região.

“A infraestrutura está valorizando apartamentos e casas em Natal, Tocantins e Fortaleza”, diz Hernandes.

Imóveis pequenos

De qualquer forma, ela ressalta alguns imóveis que têm mais procura do que outros.

“Para moradia, o melhor são os imóveis com dois ou três quartos e pequenos, com 60 metros quadrados. E os galpões pequenos, com 250 metros quadrados, também têm melhor saída”, diz Hernandes.

Isso porque quanto menor o imóvel, menores serão os custos fixos (como condomínio e limpeza) para mantê-lo.

Muito investidor busca imóveis que já tenham um locatário certo. “Tem gente que quer imóvel com inquilino”, diz Hernandes. “Outros só fecham contratos longos, de pelos menos três anos.”

Retorno

Se for para alugar, o valor mensal médio cobrado pelo dono do imóvel equivale a 0,5% do preço do imóvel. Mas, segundo Hernandes, o mercado está cobrando pelo menos 0,7% ao mês.

“O que a gente vê é que em quatro anos ou um pouco mais o investidor já tem lucro, ou seja: já recuperou o investimento feito”, afirma Hernandes. “Só para ter uma idéia, os imóveis na Mooca (zona leste de São Paulo), valorizaram 100% em cinco anos.”

Para diminuir o risco, o ideal é não investir em um só tipo de imóvel, num único bairro. Tampouco depender apenas de um inquilino. “É preciso diversificar, e essa regra vale para qualquer investimento”, afirma a diretora da Lello.

O economista Claudio Gonçalves faz outro alerta. “A alta dos imóveis não vai durar para sempre. São Paulo, por exemplo, deve suportar mais uns quatro anos de valorização”, diz.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inquilinos trocam aluguel por casa própria


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 Trocar o aluguel pela prestação da casa própria é um sonho de consumo que tem se tornado realidade para muitos brasileiros. Segundo a administradora imobiliária Lello, um em cada quatro inquilinos da cidade de São Paulo que devolve as chaves da unidade aos locadores informa ter comprado um imóvel próprio para morar. 

Outros 18% entregam as chaves do imóvel alugado porque vão morar em outra cidade ou estado, e em 15% dos casos o proprietário pede a unidade de volta para uso próprio ou para revenda.

O levantamento apontou ainda que 10% dos locatários que entregaram as chaves alegam mudança para um imóvel mais próximo de seus locais de trabalho, 9% alugam um imóvel maior, 5% vão morar em imóveis menores, 4% alegam valor alto do aluguel e apenas 3% informam que dificuldades financeiras como motivo para o rompimento do contrato. Nos restantes 10% das desocupações são alegados motivos diversos.

A pesquisa considerou as razões para a desocupação do imóvel declarada pelos ex-inquilinos em formulário preenchido no ato de entrega das chaves entre janeiro e novembro de 2011.

“Os imóveis desocupados por inquilinos que compraram a casa própria são, no geral, realugados rapidamente, porque o mercado de locação continua bastante aquecido. Dependendo da localização, número de dormitórios e estado de conservação, há unidades que são alugadas na mesma semana em que são disponibilizadas”, conta Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello.

sábado, 4 de agosto de 2012

Você sabe qual o real valor do seu imóvel?


Com base em dados técnicos e de mercado, os avaliadores de imóveispodem oferecer ao cliente a segurança de um preço justo ao imóvel 

É comum o cliente levar em conta aspectos como localização ou tempo de uso do imóvel para definir um preço para a venda. Mas é o avaliador de imóveis quem tem preparo técnico para fornecer o preço real do seu imóvel.

Vários são os motivos que levam um cliente a contratar um avaliador de imóveis. Questões de partilha, venda, negociações envolvendo troca e pagamento, discordância do valor ofertado, garantia de outras negociações, são algumas delas.

O corretor de imóveis Ademir Fischer, de Guabiruba (SC), trabalha há um ano com avaliação de imóveis e explica que o procedimento inicial é a coleta de dados do imóvel, aplicando-se a uma tabela com as devidas apreciações. “É necessário fazer a vistoria in loco, analisandoo quanto a Legislação Ambiental e o Plano Diretor da Cidade. Nas casas e apartamentos, avaliamos o estado de conservação, material usado, localização e idade do mesmo,”comenta.

Caso o imóvel seja um terreno, outros pontos são levados em conta. “São considerados os recuos necessários, a topografia, localização e tipo de construção permitido no imóvel,” ressalta.

Visão aquém do mercado

O corretor e avaliador de imóveis Dorival Leite, de Curitiba (PR), afirma que há muita procura pelo serviço de avaliação de imóveis para venda. Atualmente, faz em média cinco avaliações por mês e segundo ele, as expectativas do cliente nem sempre estão de acordo com a realidade do mercado, o que pode criar dificuldades na aceitação, em alguns casos.

“As avaliações para venda normalmente são solicitadas para confirmar o que proprietário já tem para si. Normalmente ele já sabe quanto quer pelo imóvel. Como avaliador, discuto os valores que o mercado aceita ou o que é possível convencer compradores por aquele valor, e nem sempre condizem com o desejo-anseio-fantasia do proprietário. De qualquer forma, é o cliente quem toma a decisão,” ressalta Leite.

Segurança e preço certo

Segurança na tomada de decisão, com base na opinião de um profissional, é a maior vantagem de optar pela avaliação de imóveis. “O avaliador possui um embasamento lógico e profissional para um valor a ser estabelecido, e pode reduzir os riscos de se jogar fora ou perder tempo na venda, alienação, compra ou locação de um imóvel,” comenta Dorival Leite

Para Fischer, contratar um avaliador é ter a certeza de não estabelecer preços irreais. “O cliente, por não ter conhecimento de causa, pode colocar um valor menor ou até com preços exagerados, não conseguindo vender seu imóvel,” finaliza.

Fonte: Redimob

Vale a pena contratar um corretor para vender meu imóvel?

Exame -

Internauta têm dúvidas sobre a precificação do imóvel e quer saber se é melhor contratar profissional ou tentar vender por conta própria


Imóvel fica próximo a futuras estações de metrô na Zona Sul de São Paulo


Dúvida do internauta: Eu e meus irmãos possuímos um imóvel residencial na Zona Sul de São Paulo. Um amigo que entende melhor do mercado imobiliário disse que o metro quadrado na região, por onde passará uma linha de metrô, custa 8.000 reais. Temos a intenção de vender a casa, mas temos dúvida acerca do preço que pretendemos cobrar. Estamos relativamente tranquilos para concretizar a venda. Como somos leigos no assunto, gostaria de saber qual a melhor forma de efetuar essa venda: contratando um corretor ou sozinho?

Resposta de Luiz Calado*:

Eu, pessoalmente, prefiro contratar o serviço de um corretor de imóveis. Um bom corretor tem sempre um grupo potencial de interessados em adquirir imóveis e isso possibilita a obtenção de melhores propostas.

Além disso, ter alguém intermediando aumenta a credibilidade a respeito dos comentários sobre o imóvel. Considerando que as partes interessadas (comprador e vendedor) visam sempre seu próprio favorecimento, seus próprios comentários podem até gerar suspeitas. Os comentários vindos de terceiros, a princípio, são menos parciais.

Muitas pessoas dão mais valor à informação quando ela vem de outra fonte que não da parte interessada. Eu até já negociei imóveis diretamente, não obstante minha predileção pelo uso de corretores, mas nesse caso já conhecia alguns possíveis compradores, considerando que realizo palestras e aulas sob o assunto.

Algumas pessoas pensam que pagar a corretagem é uma grande despesa, mas o custo-benefício geralmente compensa. Na maioria das vezes, o processo de venda direta pelo proprietário acaba sendo mais lento, a não ser que o imóvel esteja em área de alta atratividade, onde a especulação imobiliária acaba sendo um fator positivo e até impulsionador.

Se for esse o caso, talvez você possa até arriscar em vendê-lo por conta. Se optar por isso, certifique-se de que está amparado juridicamente com um bom contrato de compra e venda e considere sempre a possibilidade do futuro comprador aparecer com um corretor para auxiliá-lo.

Pode ser contraproducente contatar diretamente um comprador em potencial, pois em alguns casos ele possui expectativas irreais acerca do imóvel, principalmente os iniciantes nesse mercado. Geralmente quem os devolve à razão são os corretores.

Há também a concorrência entre os próprios corretores que disputam a venda dos imóveis e acabam exagerando no discurso, dizendo somente aquilo que você quer ouvir - por exemplo, que o seu imóvel vale $100, quando, na verdade, vale $50. Além de não ser ético, isso acaba dificultando muito o processo de compra e venda no mercado imobiliário.

O corretor imobiliário é uma boa fonte de informação e pode ser muito útil para você nos negócios. Eles estão no ramo da informação, sabem o que está ou estará à venda. Algumas pessoas julgam que investidores imobiliários e corretores são profissionais inescrupulosos e trapaceiros, mas posso afirmar que os que sobrevivem dessa prestação de serviço no longo prazo são pessoas que realmente merecem nosso respeito.

Aos novatos nesse universo podemos dizer que “o mundo é um lugar bem pequeno” e agir sem ética pode tornar qualquer ação ou inação um tormento inimaginável. Aos que pensam ser imunes às retaliações saibam: ninguém sai ileso. Sendo assim, reitero que o papel do corretor é de extrema importância: munir o comprador e o vendedor das informações exatas e necessárias ao negócio, buscando ser o mais honesto possível quanto ao preço justo do imóvel.

*Luiz Calado é economista, doutorando em finanças sustentáveis, vice-presidente do IBEF (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças) e autor dos livros “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio” e “Fundos de investimento: Conheça antes de investir”.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Saiba o que pode valorizar ou depreciar um imóvel

Fatores como garagem e infraestrutura têm ganhado importância na avaliação de casas e apartamentos

Quais os fatores que podem valorizar ou depreciar um imóvel, influenciado diretamente no preço do bem na hora de vender ou comprar? Localização, preço do metro quadrado, tamanho da área privativa incluindo vagas de garagem, estrutura de lazer do condomínio e infraestrutura do bairro onde está localizado são alguns itens levados em consideração na tomada de decisão. Outros elementos que precisam ser avaliados são as condições físicas do imóvel em relação à parte hidráulica e elétrica.

De acordo com Delano Andrade, gerente de vendas da imobiliária A Predial, a proximidade de estabelecimentos úteis à sociedade, como escolas, hospitais, igrejas e delegacias, podem valorizar ou degradar o bem, dependendo do perfil do cliente que deseja adquiri-lo.

Em termos gerais, porém, um imóvel recebe melhor avaliação quando localizado em uma rua com árvores ou mesmo com um jardim bem cuidado, que traz mais conforto térmico, atrai aves, embeleza o local e reduz o ruído. Por outro lado, poluição sonora, dificuldade de estacionamento ou insegurança são itens que depreciam o imóvel.

Acessibilidade

A acessibilidade é outro fator importante. Em Fortaleza, a chegada do metrô também trará impacto ao preço dos imóveis. Estações de metrô influenciam de forma positiva as áreas onde são instaladas, valorizando imóveis localizados em um raio de até um quilômetro das estações.

Delano Andrade chama atenção também para o padrão da construção e para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da região onde está localizada a construção. "A princípio, o IDH era usado para medir apenas o índice de desenvolvimento dos países. Hoje também aplicamos (o IDH) à região onde o imóvel está inserido. No entorno da Praça Portugal, por exemplo, tem tudo o que se pensar. Em relação à mobilidade, pode se fazer tudo a pé. Sem a necessidade de deslocamento por meio de veículo", exemplifica.

Conforme o gerente de vendas, é preciso analisar também o potencial de desenvolvimento da área onde o bem está situado. "Atualmente, uma região que tem tendência a se valorizar por causa dos investimentos que vem ocorrendo no Porto do Pecém é Caucaia. Temos um empreendimento lá que foi vendido muito rápido", lembra.

Região promissora

O executivo antecipa que, de olho no potencial de mercado, o setor já está preparando um grande feirão de imóveis para aquela região. "O que mais vendemos no último feirão da Caixa foram unidades no condomínio Iriê. Eram imóveis pequenos, com área de 50 m², dois quartos, mas com ampla área de lazer e preços entre R$ 90 mil a R$ 105 mil. O condomínio fica a 800 m do centro de Caucaia".

Público alvo

Segundo Delano, "todo imóvel tem o seu público alvo". De acordo com ele, os requisitos que valorizam ou depreciam o bem variam de acordo com o perfil do cliente em cada fase da vida.

"Deve ser levado em consideração se ele vai comprar o primeiro imóvel, qual a idade dos filhos, se é o primeiro ou segundo casamento. Para quem não tem filho criança, mora sozinho, um empreendimento com grande lazer não interessa tanto. Mas, a região sempre influi muito", pondera. O revestimento do edifício, segundo ele, também influencia. "Há apartamentos no Meireles que não tinham revestimento cerâmico externo. Depois que foi colocado o revestimento, devido à região muito valorizada que ocupam, praticamente dobrou o preço do metro quadrado devido a aparência do imóvel", observa.

Vagas

O número de vagas de garagem também valoriza o empreendimento dependendo do público. "É muito crítico ter um imóvel que não comporte pelo menos dois carros. Hoje, a demanda já parte de três vagas. Duas vagas é o básico. Devido ao desenvolvimento do País e à facilidade de crédito, é comum hoje se ver dois a três carros numa mesma casa", ressalta.

Outro critério de valor é a tranquilidade da região. A depender do perfil do comprador, há quem prefira lugares mais tranquilos e mais distanciados da cidade ou de regiões turísticas como a beira mar e toda a orla marítima.

Em Fortaleza, Delano garante que dentre as regiões que tendem a valorizar mais estão áreas próximas ao Centro de Convenções e também ao Acquario. "A praia de Iracema, hoje desvalorizada, tende a revalorizar num futuro breve", prevê.

Dicas

Entre as dicas sugeridas pelo gerente de vendas na hora de escolher um imóvel, ele aconselha primeiramente a consulta ao próprio bolso. Ou seja, é importante comprar o que se terá condição de pagar. Outro quesito a ser considerado é a proximidade ao trabalho e a escola de filhos. "Isso é fundamental para ganhar mais tempo e não passar a maior parte da vida dentro do carro se deslocando", explica.

O lazer no próprio condomínio também virou requisito, na medida em que favorece a proximidade com a família e contribui com a segurança dos filhos adolescentes e jovens, evitando que eles saia para se divertir fora longe do condomínio.

ÂNGELA CAVALCANTE

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Preço de imóvel usado sobe até 92,84% no 1º semestre e aluguel aumenta 66,23% em SP

Creci SP -

Apartamentos de acabamento simples com mais de 8 anos de construção e situados em bairros de regiões nobres, como Alto de Pinheiros e Moema, quase dobraram de preço em São Paulo entre o primeiro semestre de 2011 e o primeiro semestre deste ano. O preço médio do metro quadrado deste tipo de imóvel aumentou 92,84%, passando de R$3.286,80 em 2011 para R$6.338,18 agora.

O aluguel também teve forte aumento na Capital. A alta chegou a 66,23% no caso de apartamentos de 3 dormitórios localizados em bairros como Chácara Santo Antonio, Saúde e Ipiranga, agrupados na Zona C. O aluguel médio pulou de R$1.884,29 no primeiro semestre de 2011 para R$3.132,19 nos primeiros seis meses de 2012.

Embora em índices menores que estes, os aumentos dos preços dos usados e dos aluguéis foram generalizados na comparação entre os dois semestres. A consolidação das pesquisas feitas mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) mostra que os preços de 17 tipos de apartamentos usados, em 20 pesquisados, estão mais caros que em 2011. O mesmo aconteceu com as casas: 11 entre 13 tipos pesquisados têm agora o preço do metro quadrado mais caro do que era em 2011.

No mercado de locação, 13 em 15 tipos de casas estão hoje com aluguel maior do que no primeiro semestre de 2011. No segmento de apartamentos, o aluguel de 12 em 15 tipos de imóveis está custando mais para os inquilinos. Os preços dos imóveis usados e dos aluguéis residenciais são levantados pelo CRECISP a partir de contratos efetivamente fechados pelas imobiliárias pesquisadas.

A comparação dos resultados dos dois primeiros semestres mostra comportamentos diferenciados nos mercados de venda e de locação. As vendas nos primeiros seis meses deste ano caíram 5,33% em relação ao primeiro semestre de 2011 e 34,09% em relação aos seis meses iniciais de 2010.

Já no mercado de locação houve crescimento de 12,15% do primeiro semestre de 2011 para o primeiro deste ano, e queda de 1,57% na comparação de 2012 com 2010.

"São Paulo tem um déficit de mais de um milhão de moradias, e esta é a razão maior de haver essa pressão permanente que puxa para o alto os aluguéis e os preços dos imóveis usados", explica José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. "Os proprietários de imóveis sabem que as pessoas precisam morar de alguma forma, que há mais procura que oferta e se aproveitam disso para subir os preços e os aluguéis, ou mantê-los estáveis mesmo quando a procura cai porque também sabem que a necessidade de morar não desaparecerá", explica.

Mas Viana Neto destaca outro dado, atenuante desse aumento geral de preços e de aluguéis revelado pela consolidação das pesquisas feitas pelo CRECISP nesses três anos. "O percentual de aumento diminuiu entre o primeiro semestre de 2011 e os primeiros seis meses deste ano", explica o presidente do CRECISP. Ele acrescenta que "as razões dessa redução são muitas, desde a oferta maior de imóveis novos, o que 'rouba' compradores potenciais dos mercados de usados e de locação, até a redução da capacidade de comprometimento de renda dos potenciais compradores".

Alguns exemplos deixam clara essa mudança de comportamento. O aluguel médio de casas de 2 dormitórios situadas em bairros da Zona A aumentou 50,46% entre o primeiro semestre de 2011 e o primeiro semestre deste ano enquanto que o aumentou foi de 88,96% na comparação feita entre os primeiros seis meses de 2010 e de 2012.

Apartamentos de padrão médio com mais de 15 anos de construção situados em bairros da Zona B tiveram valorização de 12,59% no preço médio do metro quadrado deste primeiro semestre em relação ao primeiro semestre do ano passado - o metro quadrado passou de R$4.869,25 em 2011 para R$5.482,46 em 2012. Na comparação de 2012 com 2010, o aumento é de 52,30% - de R$3,599,68 em 2010 para os R$5.482,46 de agora.

Vendas e locação em alta


A pesquisa CRECISP feita em junho na Capital e que fechou o primeiro semestre de 2012 registrou alta de 33,85% nas vendas em relação a maio. A maioria das vendas foi feita com financiamento bancário (60,85% do total). O índice de vendas avançou de 0,4018 em maio para 0,5378 em junho.

A maioria dos imóveis vendidos em junho nas imobiliárias pesquisadas tinha valor superior a R$200 mil - eles representaram 75% do total de negócios efetivados pelas imobiliárias. Os descontos obtidos pelos compradores sobre o preço inicial de venda variaram de 5,13% em média na Zona B até 10,63% na Zona E.

As vendas distribuíram-se entre as Zonas C (29,79% do total), Zona A (22,98%), Zona E (19,15%), Zona D (15,32%) e Zona B (12,77%).

A pesquisa CRECISP também constatou que o número de imóveis alugados em junho na Capital foi 3,95% inferior ao de maio. O fiador foi a forma adotada de garantia de pagamento em caso de inadimplência dos novos inquilinos em 43,08% dos imóveis alugados.

A maioria das novas locações concentrou-se na faixa de aluguel mensal de até R$1.000,00, com 50,64% do total de contratos. O aluguel que mais subiu na Capital em junho foi o de apartamentos de 2 dormitórios situados em bairros da Zona B - o valor médio passou de R$1.400,00 em maio para R$1.948,00 em junho, um aumento de 39,14%.

O aluguel que mais baixou foi o de apartamentos de três dormitórios situados em bairros da Zona E - a redução foi de 29,53%%. O aluguel médio baixou de R$1.550,00 em maio para R$1.092,31 em junho.

Os descontos concedidos pelos locadores sobre o aluguel inicial variaram de 7,08% na Zona C a 15,38% na Zona E. As imobiliárias receberam de volta o equivalente a 73,08% das locações contratadas em junho, número 60,47% maior que o apurado em maio.

A inadimplência nas imobiliárias pesquisadas foi de 3,47%, uma queda de 6,22% em relação aos 3,7% do total de inquilinos que estavam inadimplentes em maio.

Ações judiciais em queda


O número de ações judiciais propostas nos fóruns da Capital em junho caiu 16,15% na comparação com maio: o total passou de 6.649 para 5.575 ações. Caíram as ações propostas por falta de pagamento (- 18,48%), as de rito sumário (- 13,8%), as renovatórias (- 65,2%), as de rito ordinário (- 2.26%) e as consignatórias (- 25%).