sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Como declarar imóveis no Imposto de Renda após separação?

Exame - 

Internauta declarou dois imóveis no seu IR, mas um deles foi passado para a ex-esposa


Deve-se fazer uma retificação do IR se o imóvel foi declarado apenas por um dos cônjuges

Dúvida do internauta: Gostaria de receber uma orientação sobre o que se segue. Estou separado oficialmente há um ano, embora ainda não divorciado oficialmente, e o formal de partilha já foi estabelecido: um imóvel ficou para mim e outro para a minha ex-esposa. Ambos os imóveis foram adquiridos antes da separação, estando, portanto, em nome dos dois cônjuges. O segundo imóvel foi adquirido em 2010. Entretanto, inadvertidamente, a minha ex-esposa não informou a existência destes imóveis em nenhuma de suas declarações desde 2010, ainda que eu os tenha declarado.

Resposta de Eliana Lopes*:

Quando os cônjuges optam por apresentar a Declaração de Ajuste Anual em separado, todos os bens ou direitos comuns do casal devem ser relacionados em apenas uma das declarações, independentemente do nome de qual cônjuge consta na documentação dos referidos bens ou direitos.

Porém, com a dissolução do casamento, cada cônjuge deverá informar na sua declaração o que lhe couber, de acordo com o formal de partilha. Se a transferência dos bens e direitos for, por valor, maior do que o informado anteriormente, o cônjuge deve recolher o imposto sobre o ganho de capital.

Assim, sua ex-esposa deverá informar o imóvel na declaração após a transferência do bem (formal de partilha). Caso não tenha informado, deverá retificar a declaração para incluir o imóvel na relação de bens e direitos, e o respectivo valor no campo "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", na linha "Transferência Patrimonial - Dissolução de união estável".

*Eliana Lopes é coordenadora de IR de Pessoa Física da H&R Block no Brasil. A H&R é a maior empresa de declaração de IR dos Estados Unidos e acaba de chegar ao Brasil. Também atua no Canadá e na Austrália.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Built to Suit: veja as vantagens do serviço de construção sob encomenda

Infomoney -

O novo serviço vêm se tornando vantajoso para empresas que procuram imóvel com necessidades específicas, mas que não querem se preocupar com a obra



SÃO PAULO - O novo serviço de construção de imóveis encomendados para locação, chamado Built to Suit, vem se tornando um negócio vantajoso para empresas que procuram um imóvel construído mediante necessidades específicas, mas que não querem se preocupar com a obra ou ter possíveis dívidas com a construção.

Com expressão de origem inglesa, o serviço Built to Suit significa “construção sob encomenda” e desenvolve projetos de construção de imóveis encomendados e especialmente feitos para locação.“Como o investimento para a compra do terreno, elaboração de projetos, compra de materiais e mão de obra fica por conta do empreendedor. A companhia contratante reduz a exposição de capital em imóveis próprios, passando a alugar instalações projetadas sob medida para atender necessidades funcionais”, explica o empresário da Petre, Luiz Roberto L. Trevisani.

O negócio funciona a partir de um projeto encomendado conforme as necessidades e expectativas das empresas locatárias para a construção do imóvel. “O prestador de serviço de Built to Suit será o investidor e é quem imobiliza o capital, deixando a empresa-locatária direcionar os recursos para investimentos concentrados nas áreas mais importantes do seu próprio negócio”, detalha.

Geralmente, empresas de médio e grande porte são as que mais procuram esses serviços, além das multinacionais estrangeiras, que já estão acostumadas com esse tipo de locação. “Os projetos mais comuns são para a construção de galpões e escritórios, que necessitam de características específicas para cada empresa e sua estratégia, como a altura entre o chão e o teto, um piso que aguente determinado produto, entre outras especificações”, acrescenta.

Locação

Os aluguéis pagos pelo locatário serão o retorno do investidor e a contratação do serviço é feita com prazo mais amplo que o convencional do mercado. Trevisani conta que, em média, o contrato dura entre 10 a 15 anos, mas a empresa também terá garantia de permanência em renovação de locação até 50 anos.

Há como oferecer a opção de compra do imóvel ao final do contrato, pelo valor de mercado na época, e outras opções que poderão ser negociadas ao longo do contrato.

Os custos também variam muito, vão depender do tamanho do terreno, da localização, das características que o locatário irá exigir. “O tempo do contrato também irá depender do preço do aluguel. Mais tempo de contrato, mais barato será a conta ao final do mês. A grande vantagem para as empresas é que elas não precisarão se preocupar com as obras como fiscalizar a construtora. No final das contas, o preço que ela pagará para alugar o imóvel será menor do que se ela construísse seu próprio escritório”, finaliza Trevisani.

Pesquisa revela que pessoas estão dispostas a pagar mais caro por imóveis localizados em áreas verdes


Estudo da multinacional sueca Husqvarna, divulgado através do Global Garden Report, constatou que as pessoas preferem morar em regiões arborizadas, buscando mais qualidade de vida. A pesquisa foi realizada com mais de 3.500 pessoas de sete países, entre moradores  e especialistas. Revelou-se que 63% dos entrevistados estavam dispostos a pagar mais por um apartamento ou casa se ele fosse localizado em uma região com boas áreas verdes, em comparação, por exemplo, aos 34% dispostos a investir em áreas onde se possa fazer boas compras e aos 33% dos entrevistados que preferem áreas com boa programação cultural. 

Segundo Graziela Lourensoni, Gerente de Marketing e Produtos da Husqvarna, a aposta em áreas verdes é uma tendência mundial, além de um ótimo investimento. “Manter ambientes verdes, dentro e fora de casa, enriquecem o imóvel tornando-o mais atraente ao comprador. Este mesmo estudo, realizado no ano passado, apontou que a residência com um jardim bem cuidado, seja ele amplo ou até mesmo vertical, valoriza o imóvel em até 16%”, destaca.

Fonte: Extra Online

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ao procurar um imóvel, homens não levam em conta fatores que mulheres valorizam

Divergências na compra de um imóvel por um casal podem até levar à tão temida DR — discussão sobre o relacionamento. Não há dúvidas entre profissionais do mercado imobiliário de que homens e mulheres têm preferências diferentes ao fechar negócio. Mas, afinal, o que eles e elas consideram importante na hora de comprar?

De acordo com o diretor da Champions Consultoria Imobiliária, Romulo Aquino, o gênero masculino é mais emocional e o feminino, racional:

— Elas não se deixam levar e só compram depois de analisar muito a opção. Preferem apartamentos de três quartos, para dar mais conforto aos filhos, e prestam atenção em tudo na hora da compra.

Gerente de vendas da Patrimóvel Barra, Flávia Elias destaca que, no caso da aquisição de casas, o quintal é um dos pontos polêmicos:

— A mulher pensa logo no trabalho que vai ter para limpar a área, enquanto o homem faz questão de um espaço maior, destinado ao lazer.

Sobre quem dá a palavra final, o diretor de vendas da construtora e incorporadora Even, Daniel Guerbatin, afirma que, em algumas situações, é a mulher que decide:

— Certa vez, um casal foi ver um imóvel e o homem adorou a vista da cozinha, porque dava para a piscina. Mas a mulher, não. Eles ficaram um bom tempo debatendo e, no final, ela ganhou.

O especialista ressalta que, apesar das diferenças, ambos consideram a localização e uma planta funcional, para acomodar bem a família.

Depoimentos

Gustavo Araújo, consultor imobiliário do grupo Apsa:

— De forma geral, as mulheres ligam mais para o estado e para a beleza do imóvel. Elas podem simplesmente se encantar por uma unidade não tão bem localizada, por exemplo. Homens são mais analíticos, procuram o melhor preço e veem o potencial do imóvel, se dispondo a reformá-lo, se for o caso. Mas, em 90% dos casos, elas que dão a palavra final. Quando um homem que tem uma companheira vai fazer uma avaliação, geralmente acaba voltando com ela, antes de fechar negócio. Outra observação curiosa é a relação dos dois gêneros com as vagas de garagem. Ambos não gostam de vaga muito apertada. Elas, porque vão precisar fazer muitas manobras e eles, pelo risco de arranhar o carro.

Marjore Campos, corretora da Basimóvel, do grupo Brasil Brokers:

— Diferentemente do que muita gente pensa, as mulheres se ligam muito mais no tamanho da cozinha do que no de quartos e de closets, principalmente quando estão avaliando imóveis novos, em que o cômodo é menor do que em antigos. Os homens avaliam o espaço geral do apartamento, pensando sempre numa sala ampla, para ver TV. Elas são mais atentas aos acabamentos: pintura, tipo de piso e de azulejo. Além disso, são quem resolve. Veem o imóvel, ligam para os maridos, explicam tudo e está resolvido! Eles preferem se certificar de que elas vão gostar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Especialistas mostram como ganhar dinheiro com imóveis

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Boa notícia para quem gosta de investir em imóveis: o mercado está em alta. O preço de imóveis novos e usados, residencial ou comercial, está subindo.

A má notícia: justamente por estar em alta, quem pretende investir neste setor vai pagar caro por isso.

E a explicação financeira é bem simples. Os juros devem começar a cair, o que vai afetar a rentabilidade dos investimentos em renda fixa atrelados a eles.

“Muita gente busca nos imóveis uma rentabilidade que não vai conseguir em outro lugar, com pouco risco”, diz o economista Claudio Gonçalves, da Planning Consult.

Residencial ou comercial?

Para Gonçalves, o pulo do gato é o básico comprar-barato-e-vender-caro. Acertando isso, tanto faz se o destino do imóvel for para servir de residência ou para ser a sede de uma empresa.

Mas como acertar na compra? “É preciso estar antenado com o mercado”, afirma Gonçalves. “Conversar com corretores e ficar de olho em bairros que estão recebendo infraestrutura.”

Para Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis, empresa de locação, vendas e administração de imóveis, grandes obras como Metrô e Rodoanel também valorizam uma região.

“A infraestrutura está valorizando apartamentos e casas em Natal, Tocantins e Fortaleza”, diz Hernandes.

Imóveis pequenos

De qualquer forma, ela ressalta alguns imóveis que têm mais procura do que outros.

“Para moradia, o melhor são os imóveis com dois ou três quartos e pequenos, com 60 metros quadrados. E os galpões pequenos, com 250 metros quadrados, também têm melhor saída”, diz Hernandes.

Isso porque quanto menor o imóvel, menores serão os custos fixos (como condomínio e limpeza) para mantê-lo.

Muito investidor busca imóveis que já tenham um locatário certo. “Tem gente que quer imóvel com inquilino”, diz Hernandes. “Outros só fecham contratos longos, de pelos menos três anos.”

Retorno

Se for para alugar, o valor mensal médio cobrado pelo dono do imóvel equivale a 0,5% do preço do imóvel. Mas, segundo Hernandes, o mercado está cobrando pelo menos 0,7% ao mês.

“O que a gente vê é que em quatro anos ou um pouco mais o investidor já tem lucro, ou seja: já recuperou o investimento feito”, afirma Hernandes. “Só para ter uma idéia, os imóveis na Mooca (zona leste de São Paulo), valorizaram 100% em cinco anos.”

Para diminuir o risco, o ideal é não investir em um só tipo de imóvel, num único bairro. Tampouco depender apenas de um inquilino. “É preciso diversificar, e essa regra vale para qualquer investimento”, afirma a diretora da Lello.

O economista Claudio Gonçalves faz outro alerta. “A alta dos imóveis não vai durar para sempre. São Paulo, por exemplo, deve suportar mais uns quatro anos de valorização”, diz.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inquilinos trocam aluguel por casa própria


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 Trocar o aluguel pela prestação da casa própria é um sonho de consumo que tem se tornado realidade para muitos brasileiros. Segundo a administradora imobiliária Lello, um em cada quatro inquilinos da cidade de São Paulo que devolve as chaves da unidade aos locadores informa ter comprado um imóvel próprio para morar. 

Outros 18% entregam as chaves do imóvel alugado porque vão morar em outra cidade ou estado, e em 15% dos casos o proprietário pede a unidade de volta para uso próprio ou para revenda.

O levantamento apontou ainda que 10% dos locatários que entregaram as chaves alegam mudança para um imóvel mais próximo de seus locais de trabalho, 9% alugam um imóvel maior, 5% vão morar em imóveis menores, 4% alegam valor alto do aluguel e apenas 3% informam que dificuldades financeiras como motivo para o rompimento do contrato. Nos restantes 10% das desocupações são alegados motivos diversos.

A pesquisa considerou as razões para a desocupação do imóvel declarada pelos ex-inquilinos em formulário preenchido no ato de entrega das chaves entre janeiro e novembro de 2011.

“Os imóveis desocupados por inquilinos que compraram a casa própria são, no geral, realugados rapidamente, porque o mercado de locação continua bastante aquecido. Dependendo da localização, número de dormitórios e estado de conservação, há unidades que são alugadas na mesma semana em que são disponibilizadas”, conta Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello.

sábado, 4 de agosto de 2012

Você sabe qual o real valor do seu imóvel?


Com base em dados técnicos e de mercado, os avaliadores de imóveispodem oferecer ao cliente a segurança de um preço justo ao imóvel 

É comum o cliente levar em conta aspectos como localização ou tempo de uso do imóvel para definir um preço para a venda. Mas é o avaliador de imóveis quem tem preparo técnico para fornecer o preço real do seu imóvel.

Vários são os motivos que levam um cliente a contratar um avaliador de imóveis. Questões de partilha, venda, negociações envolvendo troca e pagamento, discordância do valor ofertado, garantia de outras negociações, são algumas delas.

O corretor de imóveis Ademir Fischer, de Guabiruba (SC), trabalha há um ano com avaliação de imóveis e explica que o procedimento inicial é a coleta de dados do imóvel, aplicando-se a uma tabela com as devidas apreciações. “É necessário fazer a vistoria in loco, analisandoo quanto a Legislação Ambiental e o Plano Diretor da Cidade. Nas casas e apartamentos, avaliamos o estado de conservação, material usado, localização e idade do mesmo,”comenta.

Caso o imóvel seja um terreno, outros pontos são levados em conta. “São considerados os recuos necessários, a topografia, localização e tipo de construção permitido no imóvel,” ressalta.

Visão aquém do mercado

O corretor e avaliador de imóveis Dorival Leite, de Curitiba (PR), afirma que há muita procura pelo serviço de avaliação de imóveis para venda. Atualmente, faz em média cinco avaliações por mês e segundo ele, as expectativas do cliente nem sempre estão de acordo com a realidade do mercado, o que pode criar dificuldades na aceitação, em alguns casos.

“As avaliações para venda normalmente são solicitadas para confirmar o que proprietário já tem para si. Normalmente ele já sabe quanto quer pelo imóvel. Como avaliador, discuto os valores que o mercado aceita ou o que é possível convencer compradores por aquele valor, e nem sempre condizem com o desejo-anseio-fantasia do proprietário. De qualquer forma, é o cliente quem toma a decisão,” ressalta Leite.

Segurança e preço certo

Segurança na tomada de decisão, com base na opinião de um profissional, é a maior vantagem de optar pela avaliação de imóveis. “O avaliador possui um embasamento lógico e profissional para um valor a ser estabelecido, e pode reduzir os riscos de se jogar fora ou perder tempo na venda, alienação, compra ou locação de um imóvel,” comenta Dorival Leite

Para Fischer, contratar um avaliador é ter a certeza de não estabelecer preços irreais. “O cliente, por não ter conhecimento de causa, pode colocar um valor menor ou até com preços exagerados, não conseguindo vender seu imóvel,” finaliza.

Fonte: Redimob