segunda-feira, 18 de junho de 2012

Por que pedir auxílio a um corretor de imóveis?


Casas de Veraneio - 

Se você pretende comprar ou investir em algum imóvel, a dica é: contrate um corretor de imóveis.

Um ponto fundamental da escolha de uma casa ou apartamento é o conhecimento a fundo dos detalhes doimóvel. Essa é uma contribuição essencial para o sucesso final do investimento.

O que é um corretor de imóveis? 

Pessoa que intermédia, durante a transação de um imóvel, a relação comercial entre o vendedor e o cliente comprador.

Cabe, portanto, ao corretor apresentar ao comprador o imóvel que será negociado, disponibilizando as informações necessárias e cuidando do processo para que a venda seja efetuada.

O Que faz o corretor de imóveis?

Geralmente, os corretores de imóveis facilitam todo o processo de venda para você.

Compreendem atividades dos corretores de imóveis:
  • Avaliar o imóvel;
  • Disponibilizar dados para compradores;
  • Estar disponível a qualquer horário e data;
  • Anunciar imóveis sem custos adicionais;
  • Deslocar-se ao local da venda;
  • Informar detalhes sobre documentação quando solicitado;
  • Fechar o negócio;
  • Fornecer segurança na hora do pagamento;
  • Cuidar de toda a regulamentação do imóvel.
Vantagens na contratação de um corretor de imóveis

A grande vantagem na contratação de um profissional como um corretor de imóveis é eliminar qualquer trabalho seu durante a venda ou compra de imóveis.

Corretores de imóveis têm informações privilegiadas sobre o mercado imobiliário, o que pode tornar seu investimento justo e seguro;
  • Quem utiliza os serviços de corretores de imóveis está sob proteção da lei;
  • Corretores tem carteiras de clientes. Ou seja, sabem quem tem interesse em oportunidades características;
  • Venda de imóvel em prazo mais acelerado;
  • O corretor de imóvel se responsabiliza pela filtragem de pessoas interessadas no imóvel a ser vendido;
  • Transação imobiliária mais segura tanto para o vendedor quanto para o comprador;
  • O corretor orienta as partes sobre toda a documentação necessária, certidões, recolhimento de impostos, bem como sobre todo o trâmite da transação, como: proposta, assinatura de contrato, registro da escritura, etc.;
  • O corretor de imóveis responde juridicamente pela satisfação das partes.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como lucrar com imóveis em três ou quatro anos?


Exame -

Jovem de 18 anos deseja comprar um imóvel com parte dos lucros após três ou quatro anos


Comprar um terreno para construir pode ser lucrativo, mas dá bastante trabalho


Dúvida do internauta: Tenho 18 anos e estou no primeiro ano do curso de Economia. Trabalho como segundo câmera e editor para um fotógrafo da minha cidade e, há um ano, comecei a poupar para comprar um carro, o qual devo adquirir em agosto ainda com o benefício da redução do IPI. Pretendo pagar 25.000 reais por ele. Com a poupança que estabeleci e a quantia que ganho no trabalho, conseguirei pagá-lo à vista. Meu próximo objetivo é comprar um terreno, permanecer com ele por algo em torno de três ou quatro anos, e vendê-lo em seguida para comprar um imóvel. Mas seria mais vantajoso comprar logo o imóvel, ao invés do terreno?


Resposta do economista Luiz Calado*:

Nossa história de início de carreira é parecida. Também precisei atuar em outras áreas, que não Economia, para ter o suficiente para comprar meu carro e investir. Ler um relato como o seu é estimulante e me incentiva a continuar auxiliando as pessoas com seus investimentos.

Respondendo à sua dúvida: no seu caso é mais vantajoso comprar o imóvel. A razão é o curto prazo indicado como sua intenção para lucrar com o terreno. Investimentos em terrenos, no geral, exigem prazos maiores do que quatro anos para possibilitar um retorno excepcional. Além disso, você ficaria com o risco muito concentrado num único tipo de investimento, apesar de isso não caracterizar um problema para jovens de perfil agressivo, como parece ser o seu.

Dentro do prazo de investimento que você menciona, você poderia pensar em comprar o terreno e construir, porém precisaria estar preparado para lidar com os desafios do mercado da construção civil, o que lhe exigiria extrema determinação. Só com a burocracia perde-se 1 (um) ano, e ainda sem a garantia de que será bem sucedido. Veja o que aconteceu com um empreendimento em São Paulo que pronto, mas não consegue obter a licença para funcionar.

Um bom investidor em terreno identifica regiões com bom preço e que serão beneficiadas na próxima década com a expansão da cidade e de sua infraestrutura. Isso inclui construção de shoppings, praças, e chegada de transporte público. Mas dez anos é um prazo que você não deseja esperar.

Considerando isso, a melhor opção é comprar um imóvel. O qual, por sua vez, não será garantia de lucro imediato. O mercado está se adaptando às quedas de preço que vêm acontecendo desde 2010 (ainda que os “indicadores” não captem). Eu não aposto numa nova alta de preços, os balanços das incorporadoras nos mostram estoques altíssimos, na ordem de 30 bilhões de reais, como mostra a edição da Revista EXAME da segunda quinzena de Abril. Mas isso não significa que seja impossível lucrar. Há duas maneiras de comprar por um preço abaixo do mercado e vender com resultado positivo.

1. Imóveis em leilões: já é pública a informação de que a inadimplência está aumentando e aumentará ainda mais. A consequência disso é que muitas famílias não conseguirão pagar os imóveis que financiaram. Sendo assim, os leilões serão cada vez mais comuns e, nestas ocasiões, existe a possibilidade de fechar bons negócios.

2. Imóveis com problemas: aqueles que necessitam de reformas que ninguém quer fazer, mas só funcionam se você tiver tempo e paciência para lidar com o ambiente das construções.

Aproveito para elogiar o seu estilo empreendedor. Ter um carro aos 18 anos é a realização de um grande sonho para a maioria dos jovens. Se eu fosse um famoso “pedagogo financeiro” diria: atente-se ao custo do carro, do seguro e do IPVA. Mas quer saber? Realize seu sonho, seja feliz e que isso lhe permita ter mais fôlego para trabalhar e conquistar ainda mais!

*Luiz Calado é economista, doutorando em finanças sustentáveis e autor dos livros “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio” e “Fundos de investimento: Conheça antes de investir”.

Financiamento imobiliário: saiba quando vale a pena pagar um imóvel em até 35 anos


Pense Imóveis - 

Um maior prazo de financiamento significa que o cliente vai pagar, no total, um valor maior de juros. Mesmo que as taxas tenham caído, o juro é calculado em função do tempo
crédito imobiliárioNa onda de redução de juros e apoio ao crédito que inundou o Brasil, a mais recente mudança nos financiamentos habitacionais pela Caixa Econômica Federal pode ser apenas uma marolinha. A partir de 11 de junho de 2012, quem for comprar imóveis terá mais uma opção para pagar menos na concretização do sonho da casa própria, pelo menos na largada. Para aqueles que puderem alargar o prazo de 30 para 35 anos, a entrada ficou menor e, em alguns casos, o preço da prestação também. Mas o consumidor precisa ficar atento: a ampliação do prazo do financiamento aumenta, necessariamente, o valor total pago pelos juros, no montante da dívida.

A mudança, dessa vez, não é para todos. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o imóvel dos sonhos deve valer a partir de R$ 130 mil para quem tem renda inferior a R$ 5 mil. Para quem ganha mais do que esse valor não há limite de preço do imóvel, apenas deve lembrar que sempre a prestação deve equivaler no máximo a 30% do rendimento da família. Para outros tipos de financiamentos, incluindo o Minha Casa, Minha Vida, o prazo não muda.

Para o gerente regional da Caixa, Júlio César Pavin, a possibilidade de pagar em até 35 anos beneficia aquelas pessoas que tinham o desejo de comprar determinado imóvel, mas a sua renda não era suficiente para financiá-lo. "O valor da prestação pode ficar mais baixo desde o início, então aumentam as possibilidades para o cliente."

Outra vantagem é que o comprador pode optar também por reduzir a entrada. Se o consumidor pensava em fazer um empréstimo para dar a entrada na moradia, vale a pena diminuí-la. Mesmo que as prestações do imóvel não caiam tanto, vale a pena pagar menos na largada porque as taxas de juros da habitação são as menores do mercado.

Atenção

Essas mudanças não são motivo de euforia, conforme alerta Luciane Varisco, diretora administrativa do escritório da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Porto Alegre. Maior prazo de financiamento significa que o cliente vai pagar, no total, um valor maior de juros. Mesmo que as taxas tenham caído, o juro é calculado em função do tempo. Assim, para gastar menos, deve-se pagar antes.

"O consumidor está acostumado a esticar os prazos dos pagamentos até o máximo, pensando apenas se a prestação cabe no salário, e os bancos estimulam isso. Mas, se a pessoa tem condições de pagar em 20 anos, por que não contratar para um prazo menor?", questiona Luciane.

Para ela, a redução na taxa de juros não é tão significativa e o alargamento no tempo de pagamento da dívida beneficia mais os bancos e financeiras do que o consumidor. Seria uma forma de compensação aos bancos que estão ganhando menos com a redução nas taxas de juros.

Outro motivo de preocupação por parte do consumidor é calcular o risco que assume ao empenhar parte da renda na compra de um imóvel. Para esse tipo de financiamento, a garantia para o banco, no caso de inadimplência, é chamada de alienação fiduciária. Isso significa que, caso o cliente fique somente três meses sem pagar as parcelas, as instituições podem imediatamente ter a posse legal do imóvel.

"Todo mundo pensa em honrar suas dívidas, mas urgências podem acontecer, como doenças ou mesmo o desemprego. Por isso orientamos os clientes a comprometerem, no máximo, 15% da própria renda e, além disso, encurtarem o prazo sempre que possível."

Santander
No dia 6 de junho de 2012, o Santander também anunciou a ampliação para até 35 anos no financiamento da casa própria. A novidade vale para contratos assinados a partir de 6 de julho de 2012.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Enquete feita com internautas no site do Diario revela que compra do imóvel é desejo da maioria


Diario de Pernambuco - 

Casa própria está em primeiro lugar

 
cidade recifeO que você faria se ganhasse o dobro do seu salário? De acordo com a enquete lançada na última semana no site do Diario, a maioria dos pernambucanos usaria o dinheiro extra para comprar um imóvel. Enquanto 53% dos participantes optaram por essa hipótese, 20% dos participantes afirmaram que aplicariam o dinheiro na poupança, 11% comprariam um carro, 8% fariam um curso de capacitação e apenas 6% gastaria a grana com roupas e móveis novos. Entre os motivos da preferência pernambucana estão o aquecimento do mercado local, a expansão imobiliária em áreas como Suape e Goiana e a maior facilidade na aquisição do crédito.

“Com o desenvolvimento econômico do estado, os imóveis estão tendo uma valorização constante. Quem comprou um apartamento há três anos, por exemplo, consegue vender hoje pelo dobro do preço. Logo, é um investimento com grande lucratividade e poucos riscos”, afirmou o coordenador de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV), Antônio Pessoa. Segundo ele, essa valorização deve ser mantida por, no mínimo, mais dez anos. “Estamos recebendo grandes investimentos como a fábrica da Fiat, em Goiana, a Arena da Copa e Suape não para de crescer. Fica óbvio que ainda teremos anos com grande crescimento em todo o estado”, ressaltou.

Ainda de acordo com o coordenador, além de tudo isso, está cada vez mais fácil financiar um imóvel no estado. “Os bancos baixaram os juros do crédito e as construtoras dão prazos quase infinitos de pagamento.” Aqui temos a primeira dica de quem pensa em investir no setor: uma entrada gorda e um prazo menor permitem juros mais baixos. “O ideal é comprar à vista, mas quem não pode, deve poupar por um tempo e depois negociar a compra com uma entrada de 30% a 50% do valor do bem. Assim você precisará de um período menor de financiamento e isso ajuda muito a reduzir os juros.”

Além de pensar em como comprar - na planta, pronto, usado, à vista ou financiado -, há outros pontos a se levar em consideração. Para Roberto Ferreira, professor de economia da FBV e consultor financeiro, fatores como localização, tamanho também podem indicar uma vantagem na hora da compra. “A localização pode ser determinante na velocidade da revenda. E isso não diz respeito apenas ao imóvel estar em um bairro considerado nobre. As pessoas querem morar próximo a equipamentos urbanos como praças e parques, querem facilidades como um mercado, uma farmácia e ainda precisam se locomover, então vale observar as paradas de ônibus e pontos de táxi próximas ao local desejado”, explicou.

Quanto ao tamanho do apartamento, o professor acredita que as unidades menores têm maior atratividade no mercado pernambucano atual. “Como há muitos profissionais vindo de outros estados para trabalhar em Suape ou mesmo na Fiat, vale investir em apartamentos de um ou dois quartos, pois o aluguel é garantido.” Ferreira lembra ainda que apartamentos com valor alto de condomínio ou estão registrados nos chamados terrenos de marinha devem ser evitados.

Saiba mais

Veja os 10 pontos mais importantes para quem quer comprar um imóvel:

1 - Junte o máximo de dinheiro antes da compra. Venda carro, terrenos, casa de praia, tudo o que puder. O importante é que você tenha, no mínimo, 30% do valor do imóvel antes da negociação;

2 - Os financiamentos feitos pelas construtoras geralmente têm condições melhores;

3 - Como prazo, o máximo indicado para financiamentos é de 10 anos;

4 - Os consórcios podem ser uma ótima opção se você tem condições de esperar o sorteio ou o final das prestações sem pagar aluguel;

5 - Comprar na planta será sempre a melhor alternativa pois o imóvel valoriza muito mais após finalizado;

6 - Compre algo menor do que você deseja. Lembre-se que imóveis pequenos têm boas chances de revenda rápida;

7 - A localização do imóvel pode ser o fator mais importante na hora de comprar. Nas grandes cidades, a distância em relação ao trabalho deve ser decisiva;

8 - Vagas na garagem valorizam um apartamento, em muitos casos, até mais do que a distribuição de seus cômodos;

9 - Quando se trata de imóvel usado, é imprescindível levar um mestre de obras para revisar o local e informar-se sobre obras de manutenção recentes;

10 - É indicado consultar um advogado antes de assinar o contrato. Ele pode observar a documentação, saber se todos os impostos estão em dia, se o imóvel está quitado e se não há penhora judicial sobre a propriedade, se as condições do contrato são justas, etc.

Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecipe)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Compre já o seu imóvel sem ficar em dúvida; veja dicas


Tribuna Hoje -

Advogado dá dicas para quem deseja realizar o sonho da casa própria


O advogado Anthony Lima dá algumas dicas


Com o mercado da cons­trução civil aquecido, muitas ofertas estão à disposição dos clientes. Se­jam imóveis prontos ou ainda na planta, os consumidores devem tomar alguns cuida­dos, como revela o advoga­do da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação em Alagoas, Anthony Lima.

Para quem tem dúvida sobre qual é o melhor negó­cio: se comprar pronto ou na planta, o advogado dá as di­cas. “Adquirir um imóvel na planta é bom para quem quer investir ou quem não tem pressa, porque, em média, o tempo de uma construção é de três anos”, conta.

Antes de fechar um negó­cio, os consumidores devem observar a idoneidade da construtora, saber se ela hon­ra com os prazos e também se vem aplicando os materiais corretos. “Durante o anda­mento da obra, os clientes de­vem visitar os canteiros e ve­rificar se o cronograma está sendo cumprido”, fala.

Mas para quem quer sair do aluguel, o advogado afir­ma que o ideal é o financia­mento de um imóvel pronto, já que apenas uma parcela muito pequena da população tem condição de pagar à vis­ta.

Segundo o advogado, an­tes de entrar no financiamen­to, o cliente deve identificar o imóvel cujo orçamento seja adequado à renda e ao pa­drão familiar. “Se um casal for recém-casado, ou tem ape­nas um filho, não tem neces­sidade de comprar um imóvel de três quartos, por exemplo, porque os financiamentos duram em média de 20 a 30 anos, o que gera mais juros”, explica. Para ele, o melhor é que a família adquira um imóvel menor, dentro do or­çamento e do padrão fami­liar, para depois ir mudando para outro maior. “Com isso, se paga o imóvel sem sufocar o orçamento”, reitera.

Para a gerente regional da Construção Civil da Caixa Econômica Federal em Ala­goas, Aparecida Machado, se o aluguel for maior que o valor de uma prestação de fi­nanciamento, é melhor com­prar logo. “O imóvel depois de 25 anos continua sendo do proprietário. No financia­mento não. Após 25 anos, o imóvel é seu”, enfatiza. Apa­recida reforça ainda que o fi­nanciamento é investimento e uso, enquanto que o alu­guel, o inquilino paga apenas pela utilização do bem.

De acordo com Anthony Lima, o valor do financia­mento não deve ultrapassar 30% da renda familiar. “O ideal é comprometer apenas 20% do orçamento da famí­lia. As pessoas precisam ter a consciência de que, no finan­ciamento, não é só a presta­ção, tem o valor do seguro”, afirma.Entrada

O representante da As­sociação dos Mutuários em Alagoas, Anthony Lima, re­vela outras dicas para o com­prador de imóvel. Uma delas é referente ao pagamento de uma entrada no imóvel financiado. Para ele, quem tiver uma reserva, mesmo que seja a única, deve dar como entrada no financia­mento. “Quanto maior for a entrada, menor o valor ou o número de parcelas”, conta. Anthony Lima explica que a taxa de juros da Poupança gira entorno de 5% ao ano, enquanto que a taxa de juros do financiamento é de aproxi­madamente 8% ao ano. “Não adianta pagar mais juros no financiamento, e deixar o di­nheiro render menos na pou­pança”, esclarece.

Se ao longo do financia­mento for feita alguma re­serva, ela deve ser utilizada para amortizar o saldo de­vedor. “Quanto mais rápido devolver o dinheiro ao banco, menos juros serão pagos”, de­clara Anthony Lima.

Juros

Além de obter referências da construtora, todas as pes­soas, antes de fechar qualquer negócio de compra de imóvel, devem ter atenção redobrada para as cláusulas do contrato, principalmente no tocante à venda casada e juros capitali­zados, que não são permitidos por lei.

O comprador deve ficar atento se há possíveis pres­tações intercaladas e juros de capitalização, conhecidos como “juros no pé”. “Na fase da construção, a única cobran­ça é do INCC [Índice Nacional da Construção Civil]. Algumas construtoras cobram mais 1% de capitalização. Não há em­préstimo para o mutuário”, alerta.

Outro ponto que requer atenção redobrada é no seguro do financiamento, que é obriga­tório, mas não pode ser impos­to. “O seguro e o financiamento podem ser feitos em locais di­ferentes, ficando à escolha do comprador. Caso contrário, é compra casada, prática que fere o Código de Defesa do Consu­midor”, explica Anthony Lima.

O seguro obrigatório para todo e qualquer financiamento imobiliário cobre morte ou in­validez e ainda, danos físicos ao imóvel.

Prazos

O advogado chama a aten­ção também para os prazos estipulados pelas construtoras para a entrega dos imóveis. “O contrato deve ter uma cláusula que penalize a construtora caso não cumpra o prazo determina­do anteriormente por ela. Mui­tas construtoras deixam em aberto”, relata Lima.

Toda obra, antes de iniciada, precisa estar com seu memorial de incorporação devidamente registrado, caso contrário, está com alguma irregularidade. “Algumas construtoras contam o prazo a partir do memorial de incorporação. O correto é esti­pular um prazo médio. Geral­mente o prazo de carência que é de 180 dias. Se a construtora ultrapassar esse prazo, os com­pradores não devem aceitar”, reforça Anthony Lima.

Em caso de dúvida, antes de fechar o negócio, os futuros compradores podem procurar a Associação dos Mutuários. “Tudo deve ser visto com cal­ma, porque caso surja algum problema depois do contrato assinado, fica mais difícil”, en­fatiza.

“A parcela deve caber no or­çamento, pois o atraso de três parcelas consecutivas pode acarretar perda do imóvel, caso a dívida não seja paga em 15 dias após o banco acionar a Jus­tiça”, esclarece Anthony Lima.

De acordo com ele, desde o ano 2000 a garantia dada ao banco financiador do imóvel é por alienação tributária. An­tes, a garantia era a hipoteca. “Atualmente, o banco dispõe de uma maneira mais rápida de cobrar a dívida, que caso não seja paga, terá a propriedade do bem”, conta.

O advogado alerta para que as pessoas não atrasem as par­celas, e que procurem adequá­-las ao orçamento familiar. “Já vi muita gente perder o imóvel por causa de atraso”, declara.

Detalhes

Outras dicas para o compra­dor de imóvel é ir ao local onde vai morar em horários diversos, verifi­cando com os vizinhos se existem inconvenientes, infra-estrutura e serviços, tais como escola, trans­porte, padaria, supermercados e outros.

O consumidor deve, ainda, certificar-se junto à Secretaria Mu­nicipal da Habitação, se o imóvel está em área declarada de utilidade pública ou interesse social que, em caso positivo, poderá ser desapro­priada; ou se há projeto aprovado por lei registrado no Cartório Imo­biliário.

Imóvel usado

Solicite ao vendedor uma Cer­tidão Vintenária com negativa de ônus e alienação atualizada. Esta certidão é fornecida pelo Cartório de Registro de Imóveis da região e informa sobre os últimos 20 anos do imóvel, se ele está hipotecado ou se faz parte de alguma herança. Fique atento também quanto à existência de débito relativo a IPTU. Outro cuidado relevante é saber se o imó­vel está atrelado a financiamento por meio de agente financeiro.

Na planta

Para checar a qualidade da construção, procure informar-se junto à incorporadora sobre a re­lação de imóveis já construídos e quem é a construtora, para verifi­car a qualidade da construção. Veja na prefeitura se a planta do referi­do imóvel está aprovada. Cheque no cartório de registro de imóveis se a incorporação está regularmen­te registrada, com especial atenção para a planta, a metragem do imó­vel, a área total e privativa, além do memorial descritivo.

É importante guardar todos os panfletos de publicidade do imóvel, garantindo assim que a empresa cumpra a oferta.

Caixa reduz juros e amplia prazo de financiamento de imóveis


G1 - 
Prazo passa de 30 para 35 anos em operações com recursos de poupança.

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa,
A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta terça-feira (5) nova redução de taxa de juros para financiamento de imóveis e ampliação, de 30 para 35 anos, no prazo máximo para esse tipo de operação, feito com recursos da poupança.
As medidas começam a vigorar a partir da próxima segunda-feira (11) e só valem para novos financiamentos. De acordo com vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o prazo de 35 anos é o maior já praticado no país.
Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a taxa cai de 9% para 8,85% para todos os clientes. Dependendo do grau de relacionamento com a Caixa, a taxa pode chegar a 7,8%.
Fora do SFH, a taxa de juros, que é de 10% ao ano, cai para 9,9% a partir de segunda-feira, para todos os clientes. Dependendo do relacionamento que a pessoa tenha com o banco, ela pode chegar a 8,9% ao ano.
Em todos os casos citados, não está incluída a Taxa Referencial (TR).
O prazo de até 35 anos e as novas taxas de juros valem, portanto, apenas para clientes com renda familiar superior a R$ 5,4 mil mensais e que financiem imóveis construídos com recursos da poupança, de qualquer valor.
FGTS
Duarte disse que a Caixa estuda estender as mudanças também para financiamentos de imóveis construídos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso, porém, depende de autorização do Conselho Curador do fundo.
Clientes com renda de até R$ 5,4 mil e que financiem imóveis de até R$ 170 mil podem optar pela operação dentro das regras do FGTS, que possui taxas de juros mais atrativas - hoje elas são de, em média, 5,3% ao ano.
Simulação
A Caixa fez uma simulação das vantagens com as medidas anunciadas nesta terça-feira. Para uma pessoa com renda familiar de R$ 10 mil, o limite de financiamento sobe de R$ 267 mil para R$ 280 mil. Se for cliente do banco, esse valor chega a R$ 303 mil.
O cliente ainda pode optar por reduzir o valor da prestação do financiamento. Para uma operação de R$ 267 mil, a prestação cai de R$ 3 mil para até R$ 2.604 mil.
“Com essas mudanças, nos esperamos que as pessoas tenham condições de comprar um imóvel melhor do que aquele que comprariam com as regras atuais. Ou o mesmo imóvel, pagando uma prestação menor”, disse Duarte.
Segundo ele, entre 3% a 4% do valor total do crédito habitacional está financiado dentro do prazo máximo em vigor hoje, de 30 anos. O prazo médio é atualmente um pouco superior a 20 anos.
Duarte informou que, nos primeiros cinco meses do ano, a Caixa financiou R$ 36,66 bilhões dentro de sua carteira de imóveis, valor 46% maior que o registrado em igual período do ano passado (R$ 25,06). Para 2012, a estimativa do banco é que o valor financiado chegue a até R$ 100 bilhões, contra R$ 80 bilhões de 2011.
Construtoras
A Caixa também anunciou redução da taxa de juros para financiamento destinado a construtoras, para produção de habitações, com recursos da poupança. E a ampliação do prazo de financiamento, de 24 para 36 meses.
Segundo o banco, a taxa de juros dentro do programa Plano Empresa da Construção Civil, que hoje é de 11,5% ao ano, vai ser reduzida a 10,3% a partir de segunda-feira para todos os clientes. Se a empresa tiver relacionamento com a Caixa, essa taxa pode chegar a 9%.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Confira as vantagens do financiamento de imóveis em relação ao aluguel


Pense Imóveis - 


8º Feirão Caixa da Casa Própria, em Caxias, será uma oportunidade para calcular as vantagens do crédito. Evento se realiza entre 7 e 10 de junho de 2012
O financiamento possui vantagens sobre o aluguel de um imóvel. É o que destaca o gerente regional para a Construção Civil da Caixa, Valdir Angst: – O proprietário estará pagando por um imóvel que é seu – diz.

Escolhido o imóvel e de posse da documentação completa, o financiamento não é um processo demorado. Atualmente, ainda segundo Angst, cerca de 30 dias são suficientes para assinar o contrato, já com escritura pública de compra e venda realizada por meio da Caixa – uma garantia para o proprietário. Outra vantagem é que o imóvel financiado pela Caixa já vem com dois seguros incluídos – contra danos irreversíveis no imóvel e morte do devedor.

Para os interessados em fazer as contas e avaliar a sua condição de financiamento, a dica é visitar o8º Feirão Caixa da Casa Própria, que se realiza em Caxias do Sul entre os dias 7 a 10 de junho de 2012, das 10h às 18h, nos pavilhões da Festa da Uva.

Compare

- No financiamento existe a opção de parcelas com valores decrescentes a longo prazo. Enquanto os aluguéis sobem periodicamente, as prestações caem;

- O proprietário está livre para reformar de acordo com as suas necessidades e estilo;

- Com a tendência de valorização, torna-se possível, mais tarde, vender e adquirir um imóvel maior;

- O proprietário não corre o risco de ter que mudar de endereço de repente, o que é normal quando se é inquilino;

- É possível abater da prestação ou do saldo devedor os valores do FGTS não apenas na compra, mas durante o período financiado, aproveitando esse recurso. Quando se abate do saldo, se reduz o tempo de financiamento, consequentemente, os juros pagos;

- A quitação antecipada é possível, caso os rendimentos possibilitem liquidar antes a dívida.