sábado, 25 de fevereiro de 2012

Casa própria: financiamento é boa opção, mas será que não dá para ser à vista?

InfoMoney -


SÃO PAULO – A renda da população brasileira está crescendo e o crédito imobiliário nunca esteve tão acessível. O sonho de finalmente conquistar a casa própria pode se tornar realidade. Mas isso não quer dizer que não é preciso organização, planejamento e comprometimento para chegar até o fim sem se atrapalhar.

De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, a falta de educação financeira e a nossa cultura de sempre consumir e nunca poupar fazem com que o financiamento seja sempre a única alternativa para adquirir uma casa própria. Ao optar pelo financiamento, porém, é preciso entender que existem juros que, somados ao longo do contrato, podem significar o pagamento de duas até três casas.

Se essa for realmente a sua opção, o educador explica que o financiamento é uma alternativa melhor do que ficar pagando aluguel, por exemplo. Pelo menos você está pagamento mensalmente as parcelas de algo que um dia será seu.

Por outro lado, se a pessoa não paga aluguel, ao invés de entrar em um financiamento, ela pode ir investindo um valor mensal, correspondente ao valor das prestações do financiamento, em qualquer tipo de investimento conservador. Assim, em alguns anos, poderá comprar a casa à vista, evitando o pagamento de juros.

“É preciso entender que o dinheiro aplicado rende juros, enquanto que o financiamento se paga juros”, diz Domingos.

Passo a passo

Veja alguns passos, elaborados por Domingos, para se adquirir uma casa própria:

- Reúna a família e converse sobre este tema, definindo o lugar, valor e as reais condições que se encontram;

- O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha. Faça uma simulação em qualquer banco de quanto custaria a prestação deste imóvel e comece um investimento conservador como poupança, CDB ou tesouro direto;

- Analise o valor do aluguel que está pagando e se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel;

- Lembre-se de que o financiamento de um imóvel é uma considerável dívida de valor, por isso, deve ser protegida e garantida antes de sair pagando as despesas mensais;

- Cuidado com o valor do imóvel que comprará e veja se o seu valor se encaixa ao seu verdadeiro padrão de vida. Muitas vezes, não respeitamos nosso padrão;

- Tenha sempre uma reserva estratégica para, em caso de qualquer eventualidade, não deixar de honrar este importante compromisso;

- Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria, é preciso rever imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas, que, somadas, podem levar uma família ao desequilíbrio financeiro.

Zélia: ‘Crise imobiliária não chegará ao Brasil’


AcheiUSA - 

Ex-ministra do governo Collor deu palestra para empresários em Boca Raton


Dentro do ciclo de palestras promovidas pelo Brazilian Business Group (BBG), Zélia Cardoso de Mello, ex-ministra da Economia, Planejamento e Fazenda do governo de Fernando Collor de Mello durante os anos 1990 e 1991, esteve em Boca Raton na semana passada e palestrou para o grupo.

Apesar de ter ficado pouco tempo à frente do Ministério, Zélia tornou-se uma das figuras mais polêmicas do Brasil da época, após a divulgação do famoso Plano Collor. Hoje, 20 anos depois, ela responde com tranquilidade sobre o vendaval causado no país, logo depois de ter assumido o comando da economia brasileira.

O Plano Collor tinha duas vertentes: a estrutural e o combate à inflação. Na parte estrutural, funcionou bem, com a liberação da economia e os incentivos à produção, como o caso do carro popular; no combate à inflação, não fomos bem sucedidos no curto prazo e até hoje lamento por aqueles que tiveram seu dinheiro congelado, mas a verdade é que precisávamos de uma medida dura para conter a hiperinflaçào que ameaçava o Brasil, com juros de 80% ao mês. Isto estancou o processo inflacionário”, explicou a ex-ministra.

Ela também comentou que o Plano Collor, a exemplo do Plano Cruzado, serviu para fincar as bases que desaguaram no Plano Real, uma vez que eles promoveram mais desregulamentação e foram libertando o país de algumas amarras que impediam o desenvolvimento econômico.

É bom frisar que que ela chegou ao poder em razão de sua experiência na área econômica. Depois de ter-se formado na Escola de Negócios da Universidade de São Paulo, em 1975, ela se tornou professora assistente da própria USP dois anos depois. De 1982 a 1983 trabalhou na Embaixada do Brasil em Londres e, ao voltar ao Brasil, foi nomeada diretora financeira da Companhia de Desenvolvimento e Habitação do Estado de São Paulo até 1986, quando foi convidada a integrar a equipe de consultoria financeira do ministro da Fazenda, Dilson Funaro. Em 1990, ela se tornou a titular da pasta.

Ela veio para os EUA em 1996, acompanhando o então marido, Chico Anysio. O projeto era ficar pouco tempo aqui e depois retornar ao Brasil. No entanto, tudo mudou. O casal se separou e Zélia decidiu continuar morando aqui. Em 2001, juntou-se à Orix como consultora de oportunidades de negócios brasileiros, onde ficou até fevereiro de 2005. de 2003 a 2005, integrou o conselho de consultores da Lily Pond Capital. Trabalhou ainda na Jina Ventures, empresa de fundo de capital privado em New York, e em 2007 tornou-se sócia da Aquila Associates, também em New York.

Depois de conversar com os jornalistas, ela fez uma palestra ao grupo que lotou a ala reservada ao evento pelo Restaurante City Fish Market. Didaticamente, explicou como vê as perspectivas para a Economia Mundial, aliás, o tema de sua palestra.

Segundo a palestrante, 2011 foi um ano muito difícil, com uma série de fatores negativos, como terremoto no Japão, revolução no mundo árabe, crise na Grécia e na Europa, impasse no Congresso dos EUA que provocou o rebaixamento do rating do país etc. Já o Brasil ficou bem na foto, porque entregou o que prometeu do ponto de vista econômico e fiscal, enfatizou.

Como diz o ditado, depois da tempestade vem a bonança. Parece que 2012 pode ser o início da recuperação mundial, apesar de ser ainda um ano de muito sacrifício. Os números preliminares nos EUA foram promissores, com queda na taxa de desemprego, uma certa recuperação no índice da construção civil e reaquecimento econômico, mas não podemos nos esquecer que o processo de desalavancagem ainda não acabou, ressalvou.

Perguntada sobre a similaridade entre a crise imobiliária vivida pelos EUA e a possibilidade de isto se repetir no Brasil, Zélia Cardoso de Mello acredita que isto dificilmente ocorrerá. Aqui havia alguns instrumentos que garantiram financiamentos de imóveis, que não tinham consistência. No caso do Brasil, o sistema bancário é mais regulado e o comprador negocia diretamente com o banco. Além disto, havia um déficit habitacional no país e pouca disponibilidade de financiamento. Com a liberação do crédito, muita gente pôde comprar seu imóvel, o que aqueceu o mercado, explicou. Evidentemente, vai chegar um momento no qual o mercado vai estabilizar-se e até mesmo declinar, mas ela não vê algo tão catastrófico como se verificou aqui: A lei da oferta e procura rege o mercado e muita gente que está investindo em imóveis pode quebrar a cara se houver uma retração econômica, mas no geral a situação parece sob controle.

As previsões sobre o Brasil são otimistas, com crescimento estimado em 4% para este ano. A grande vantagem do país é ter Dilma Rousseff no comando, uma administração mais séria do que a de Lula: Ela é mais pragmática e menos política e toma decisões quando necessárias.

Diante das dificuldades, Zélia acredita que este ano ainda será difícil, mas adota uma palavra de ordem. Estou otimista, mas com um otimismo cauteloso. Foi bastante aplaudida.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Material de construção: 74% da indústria está otimista em fevereiro

InfoMoney -


SÃO PAULO – Cerca de 74% da indústria de materiais de construção pretende investir mais nos próximos 12 meses. Em fevereiro do ano passado, o percentual de empresários interessados em ampliar seus investimentos era de 76%. A informação é da Sondagem de Expectativas, divulgada nesta sexta-feira (24) pela Abramat (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção).

Também apresentou uma leve queda, mas desta vez em relação ao mês de janeiro, a confiança do empresário na sações do governo. De acordo com o levantamento, neste quesito, 54% das companhias consultadas afirmaram ter boas expectativas para o segmento da construção civil. No mês passado, esse número era de 55%.

“Em fevereiro de 2011, 66% da indústria estava confiante nas ações do governo, pois o mercado estava muito aquecido naquele período”, relata o presidente da Abramat, Walter Cover, que esclarece que a acentuada queda apenas se tornou evidente em meados de abril do ano passado, com as medidas de contenção ao crédito adotadas pelo governo.

“Por conta da oscilação do setor, a Abramat está pleiteando junto ao governo a continuidade de medidas anticíclicas, além de ações efetivas que possam garantir o crescimento do setor por meio de políticas de defesa comercial, desoneração fiscal e da aceleração de obras do PAC 2 e do programa Minha Casa, Minha Vida 2”, explica Cover.

Internas e externas
No entanto, a expectativa otimista quanto ao fechamento das vendas de fevereiro no mercado interno ainda predomina entre empresários da indústria de materiais de construção.

Na avaliação, 56% das empresas mantêm expectativas positivas quanto à venda de materiais de construção neste mês. Já 38% das organizações consultadas acreditam que os resultados obtidos serão regulares e 5% delas mantêm uma expectativa pessimista do mercado.

No que se refere às vendas ao mercado externo, entretanto, as vendas regulares somam 29% e o índice de pessimismo fica em 38%. Apenas 34% dos empresários ouvidos se mostram otimistas com as vendas de fevereiro.

Perspectivas para março
Em relação a março, as projeções para as vendas do mercado interno se mostram otimistas em 77% dos casos. Já as perspectivas regulares caíram para 21% e as negativas, para 3%.

No que se refere ao mercado externo, a expectativa de otimismo se manteve estável em 34%, em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a expectativa regular aumentou para 33% e a pessimista caiu para 34%.

5 razões para os preços dos imóveis subirem em 2012 - e 5 para eles caírem


InfoMoney –
SÃO PAULO – Os preços dos imóveis registraram forte valorização nos últimos anos, motivados, segundo especialistas, por uma série de fatores - entre eles, a estagnação de preços nos anos anteriores, a maior oferta de crédito e a ascensão das classes C e D.

Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, a valorização atingiu 25,5% no Brasil, de acordo com o índice FipeZap. Mas será que ainda há espaço para mais alta? Há quem diga que sim e há quem tenha opinião contrária. Para você tirar suas próprias conclusões, especialistas listaram 5 motivos para que os preços dos imóveis subam este ano – e 5 para que eles caiam (ou fiquem estáveis).

Motivos para que os preços subam: Para o CEO da Vitacon Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, os imóveis devem continuar se valorizando em 2012. Confira as razões apresentadas pelo executivo:

Crescimento e estabilidade econômica O crescimento da economia brasileira e a estabilidade econômica atingida pelo País nos últimos anos continuarão a ser, na opinião de Frankel, os principais drivers para o aquecimento do mercado imobiliário e o consequente aumento dos preços dos empreendimentos.

Queda na taxa de juros A queda da Selic (taxa básica de juro) também tende a estimular a economia e aumentar a procura por crédito, fazendo com que os preços dos imóveis continuem em trajetória ascendente.

Escassez de terrenos Para o executivo, a escassez de terrenos, principalmente nos grandes centros urbanos, deve continuar fazendo com que os imóveis sejam negociados a preços elevados. Isso porque, ao comprarem terrenos cada vez mais escassos, as incorporadoras e construtoras precisam repassar os custos para os compradores, ocasionando uma elevação do preço das unidades lançadas.

Capacidade de consumo e crédito A ascensão das classes C e D e a capacidade de consumo do brasileiro, aliadas à boa oferta de crédito, continuarão impulsionando o preço dos imóveis para patamares mais elevados em 2012, acredita o executivo.

Aumento de preços de mão de obra e materiais Por fim, na opinião do CEO da Vitacon, o aumento de preço de mão de obra e dos materias de construção deve ser outro motivo para que o preço dos imóveis suba este ano.

Motivos para os preços caírem (ou ficarem estáveis) Já o vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, aponta alguns motivos para que os preços fiquem estáveis ou até mesmo caiam em 2012:

Grande oferta de imóveis O especialista ressalta que nunca se construiu tantos empreendimentos imobiliários quanto agora. “Hoje já vemos muitos empreendimentos prontos, com vários apartamentos disponíveis para a venda”, diz. Segundo ele, é interessante acompanhar de perto os relatórios anuais das empresas incorporadoras, para ver se o estoque aumentou. “Se aumentou, é sinal de que a demanda diminuiu - ou que construíram mais do que a demanda”, afirma.

Os preços já atingiram níveis muito altos Calado também aponta que os preços dos imóveis chegaram a um patamar muito alto. “Prova disso é que os brasileiros já começam a achar atrativos os preços nos Estados Unidos”, pontua.

Condições de crédito De acordo com o especialista, as condições de crédito e limite para uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), de R$ 500 mil, também continuam sendo impeditivos para as pessoas financiarem os imóveis.

Demanda menor O especialista também ressalta que havia uma demanda reprimida por imóveis, mas não era uma demanda infinita. “Hoje muita gente já comprou o seu imóvel. É claro que sempre vai ter mais gente para comprar, mas o que vimos nos últimos anos foi um “boom”, com todos querendo comprar. Os lançamentos eram vendidos em um final de semana”, exemplifica.

Preço mais estabilizado dos terrenos O coordenador do curso de Real Estate da Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Júnior, também aponta que não há nenhuma razão para que os imóveis continuem subindo este ano. Segundo ele, entre os motivos para que os preços caiam ou permaneçam estáveis, está o fato de que os terrenos, apesar de escassos, estão com preços mais estabilizados. “Hoje há um maior equilíbrio, algo que não acontecia algum tempo atrás. Com muitas empresas disputando poucos terrenos, eles acabaram ficando muito mais caros e inflando o preço dos imóveis”, ressalta.

Saiba quais são consequências para condôminos inadimplentes


SEXTA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2012

Saiba quais são consequências para condôminos inadimplentes

Imovelweb - 

Especialista esclarece o que pode acontecer com o condômino que fica inadimplente por muitos meses



A ação jurídica é a mais eficiente para as administradoras e perigosa para os proprietários


São Paulo - Equilibrar ganhos e despesas é um desafio diário para muita gente. Quem escolhe morar em apartamento, seja pela comodidade, segurança ou área de lazer disponível, precisa incluir no gasto mensal uma conta bem salgada: a taxa de condomínio. Mas o que pode acontecer, se você, por alguma razão, não conseguir pagar a taxa e ficar inadimplente? O especialista José Roberto Iampolsky,diretor da Paris Condomínios, explica os riscos:

“No primeiro mês o proprietário recebe uma cartinha educada afirmando que a administradora não recebeu o pagamento. O segundo passo é a pessoa ser incluída no balancete como inadimplente. Se mesmo assim o débito não for quitado, uma última carta registrada ou telegrama é enviado”, diz.

Se todas essas medidas não surtirem efeito, os próximos passos são o protesto ou ação judicial. “Se em três meses o débito continuar, é possível protestar o condômino. Neste caso, o nome do proprietário vai direto para o Serasa. Essa alternativa ainda é usada como medida conciliatória, porque não tem efeito de cobrança, ou seja, a administradora não receberá o valor”, pondera Iampolsky.

A ação jurídica é a mais eficiente para as administradoras e perigosa para os proprietários. Isso porque o juiz decidirá como o débito será quitado. “Em último caso entra-se com uma ação jurídica. Esta medida às vezes é a única maneira de reaver o dinheiro. Muitos proprietários chegam a perder apartamentos em leilões por causa de dívidas deste tipo. Entretanto, é uma ação longa, a disputa judicial pode durar sete, oito anos”, explica.

Ações preventivas – o que diz a lei

No mercado brasileiro, o número de inadimplentes gira em torno de 7%, ou seja, a cada 100 famílias, sete não pagam os débitos mensais com condomínios. Este número parece baixo, mas, atrapalha, e muito, a organização das finanças dos edifícios. Para tentar evitar o problema, muitos moradores fazem questão de registrar medidas regulamentárias em atas. Por exemplo, muitos prédios não permitem o uso do salão de festas e churrasqueiras caso o proprietário esteja devendo.

Entretanto, Iampolsky ressalta que essa ação é válida apenas para determinados ambientes. “Sempre é preciso pensar que medidas vexatórias são passiveis de ações judiciais contra moral. Há um respaldo na lei e isso não pode ser empregado. Um morador não pode ser impedido de andar de elevador ou usar a piscina”, finaliza.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Procon orienta sobre compra de imóveis na planta


Prefeitura de Juiz de Fora - 

Contratempos durante as obras ou atraso na entrega das chaves são apenas alguns dos problemas que podem surgir para quem decide investir na compra de imóveis ainda na planta. Juiz de Fora vive um momento de aquecimento no setor da construção civil. É fácil andar pelas ruas da cidade e se deparar com propagandas de novos empreendimentos e com prédios sendo erguidos. Isso, aliado à ampliação da oferta de crédito, torna a compra de imóveis cada vez mais acessível. Para que essas condições facilitadoras realmente gerem bons negócios a quem quer investir, a Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF) alerta para os pontos que merecem atenção do consumidor.

Antes de adquirir um imóvel na planta, deve ser feita uma pesquisa criteriosa e detalhada. O principal problema que pode ocorrer é o atraso na entrega das chaves, bem como alteração na metragem dos cômodos, embargo da obra por irregularidades ou índices de reajuste não previstos em contrato. Nesses casos, o comprador deve procurar verificar a qualidade da construção em outros imóveis da construtora que já tenham sido construídos e entregues.

Além disso, é bom que seja verificado se o projeto de incorporação está aprovado pela Prefeitura e registrado no Cartório de Registro de Imóveis, identificando o número de registro e o cartório. O consumidor deve também averiguar os profissionais responsáveis pelo empreendimento, inclusive solicitando informações sobre eles junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).

Contrato

A primeira etapa é verificar se no contrato estão todas as informações necessárias para resguardar os direitos de ambas as partes. Nesse documento, devem constar os dados do incorporador e do vendedor, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, periodicidade e índice de reajuste, local de pagamento, penalidades no atraso de pagamento de parcelas, valor do sinal antecipado, indicação da unidade privativa e garagem adquiridas (localização, confrontação, metragem total, áreas privativa e comum, de garagem etc.) e demais condições prometidas pelo vendedor.

Quanto ao pagamento, existem dois tipos de regime de construção: empreitada, em que o preço é fechado, mas sujeito a reajustes, e por administração (também conhecido como preço de custo), em que o valor efetivo da obra será repassado aos compradores, acrescido de um valor de taxa de administração. O preço total e os valores apresentados devem estar atualizados para a data de assinatura do contrato.

Atraso

Na compra do imóvel na planta, o contrato deve conter também o prazo para início e entrega da obra. Caso seja prevista multa por atraso na entrega, é importante que ela esteja descrita nas cláusulas desse documento. A orientação é de que o consumidor não assine aditivos contratuais, como novas cláusulas que estipulam novos prazos, pois quase sempre favorecem somente à incorporadora.

Segundo o Código de defesa do Consumidor (CDC) toda vez que ocorrer demora excessiva na entrega de imóvel, mesmo existindo cláusula de tolerância que estenda o prazo original, o consumidor poderá ingressar na justiça, além de buscar o ressarcimento de prejuízos que eventualmente tenha tido, como aluguéis não previstos com que tiver que arcar (como no caso de pessoas que firmam compromisso em vender seu imóvel anterior contando com a data de entrega do novo).

As únicas hipóteses em que as construtoras se eximem da responsabilidade indenizatória pelo atraso são se conseguirem provar a existência de um caso fortuito ou de força maior ou demonstrar a culpa exclusiva dos consumidores pelo atraso.

Defeitos

A partir do momento em que o consumidor recebe o imóvel pronto, começam a valer os prazos de garantia. O CDC estabelece um prazo de 90 dias para defeitos aparentes de fácil constatação. Caso contrário, o prazo de 90 dias somente começa a correr a partir do momento em que o defeito se tornar evidente. No caso de acidentes decorrentes dos vícios no imóvel e que comprometam a segurança do consumidor, o prazo para pedir indenização pelos danos sofridos na Justiça é de cinco anos. Isto significa que, mesmo depois do imóvel pronto e da chave entregue ao comprador, a construtora tem o dever de arcar com os defeitos, denominados vícios de construção, e responderá se esses vícios provocarem danos ao consumidor.

Quando for notado algum defeito no imóvel, como problemas de infiltração, na fiação elétrica ou rachaduras, o proprietário deve comunicar à construtora, por carta com AR (aviso de recebimento), a natureza e a origem do problema. A construtora deverá fazer uma inspeção e, constatado que o defeito não foi causado por mau uso ou falta de conservação do imóvel, deverá fazer o reparo. Em casos de problemas nas áreas comuns do edifício, o síndico deve se encarregar de comunicar o caso à construtora.

*Informações com a Assessoria de Comunicação do Procon, pelo telefone 3690-8439.
PROCON

Sites acham o financiamento imobiliário mais barato


Exame - 

FinanciarCasa passa a oferecer simulador gratuito




Simulador gera o Custo Efetivo Total do financiamento, e mostra as linhas mais baratas

São Paulo – O site de consultoria imobiliária FinanciarCasa passou a oferecer gratuitamente as simulações de financiamento nas instituições financeiras parceiras, serviço antes pago por ser de uso exclusivo dos consultores. Dessa forma, qualquer pessoa pode agora encontrar o crédito mais barato para comprar seu imóvel.

Para isso, basta preencher o simulador com os parâmetros de busca: o tipo de financiamento (se compra, construção, reforma ou financiamento),valor d entrada ou de crédito para refinanciamento, valor do imóvel e data de nascimento do mutuário. O sistema busca os melhores financiamentos para o usuário nas instituições financeiras parceiras e informa o Custo Efetivo Total (CET), que inclui taxas de juros, seguros obrigatórios e demais encargos.

Na área do site onde é feita a simulação o usuário também vai poder acompanhar seu processo e conhecer as ofertas especiais oferecidas pelos parceiros do FinanciarCasa. Quem quiser negociar taxas ainda mais baratas poderá contratar os serviços da consultoria.

Existem no mercado outras consultorias semelhantes ao FinanciarCasa, como a Crédito Imobiliário Fácil e o Canal do Crédito, que também simulam e negociam para o cliente o financiamento imobiliário mais barato.