O perfil do profissional do setor imobiliário mudou ao longo dos anos. O que se vê atualmente são intermediários que buscam na construção civil uma profissão séria e rentável. As mulheres também ganham espaço e cada vez mais se destacam na atividade
Há alguns anos, ser corretor imobiliário não passava de opção para complementação de renda. A atividade não era levada tão a sério pelos trabalhadores no setor. Hoje, com o crescimento pujante do mercado imobiliário, a profissão é uma das mais promissoras e procuradas por quem quer alcançar boa remuneração.Daniela Demartini, diretora de gestão de pessoas da Lopes Royal Investimentos Imobiliários, diz ser notória a redução de aventureiros na profissão. Aqueles que ingressam na atividade buscam um trabalho sério e fixo, e um dos motivos para essa mudança é a remuneração. “De três anos para cá, é muito maior o número de pessoas que deixam carreiras para entrar no ramo e permanecem em definitivo. Há casos até de aposentados que apostaram na corretagem”, destaca. Em contrapartida, há quem não dê conta do recado e precise ir em busca de outra atividade.Para acompanhar a mudança no perfil dos corretores, as empresas fizeram novos planejamentos a fim de garantir a estabilidade e a satisfação do seu colaborador. Na Lopes Royal foram feitas algumas adequações como bonificações para os que se destacam na atividade. “Temos sorteios de viagens, carros de luxo eapartamentos para beneficiar nossos colaboradores. Quando isso é divulgado, chama tanto a atenção dos que estão de fora que estes têm vontade de ingressar na carreira”, revela Demartini.Outra preocupação da empresa é no preparo daqueles que não têm experiência mas demonstram interesse na profissão. “Hoje recebemos pessoas que nunca trabalharam na área. Com eles, temos um cuidado específico de preparar para o mercado, promovendo palestras e oferecendo a universidade que treina e capacita. Nossa preocupação é formar pessoas com interesse e determinação necessários”, alerta. Além disso, a diretora ressalta: “O sucesso no setor está no interesse, na boa vontade e na garra”.Mulheres conquistam espaço no mercadoA chegada das mulheres no ramo da construção civil se deu de maneira bastante eficaz. De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF), a mão de obra feminina já representa cerca de 32,7% dos 260 mil profissionais em atividade no país. Para João Teodoro, daqui aproximadamente 10 anos esse número será igual ou maior que o de homens.Daniela Demartini conta que a chegada das mulheres foi bastante relevante para as instituições da construção civil. “Podemos dizer que o diferencial ocorreu de uns sete anos para cá. Desde esse período elas realmente começaram a competir de verdade com os homens no que diz respeito a resultados. Nosso quadro de corretores é 46% formado por mulheres”, contabiliza.A bacharel em direito Marcela Arruda abriu mão da carreira jurídica para entrar no setor da corretagem. Ela conta que o fato de ser mulher não atrapalhou na profissão. “O sucesso só vem com muita dedicação e trabalho. Depende só de você”, recomenda. Daniela Demartini, por sua vez, percebeu que homens e mulheres estavam em um número nivelado. A diferença foi no desenvolvimento do trabalho da mulher que se profissionalizou mais, sendo mais organizada e dedicada, e por isso conseguindo alcançar melhores resultados figurando sempre entre os campeões. “Acredito que a mulher consiga se destacar por ser mais dedicada. Nós nos atemos muito mais aos detalhes e isso faz total diferença na hora de vender um imóvel”, pondera.Alcançado o sucesso profissional, ela garante que a carreira escolhida lhe trouxe benefícios e satisfação. “Foi no mercado imobiliário que fiz minha estabilidade financeira. Tenho um padrão excelente de vida, carro novo, viagens, tudo proporcionado pelo meu trabalho”, conta, satisfeita. Além disso, Marcela foi promovida devido ao bom desempenho. Está ha quatro anos à frente de uma equipe de vendas, na qual auxilia com toda a experiência para cerca de 30 corretores de imóveis.Cenário favorece o exercício profissionalAs condições mercadológicas são favoráveis para o ramo. João Teodoro, presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), lembra que, de cinco anos para cá, houve uma mudança significativa no mercado: a área tornou atraente às pessoas com qualificação. Isso fez com que aqueles descapacitados fossem em busca de preparo para não ficarem para trás. “Houve uma modificação visível nos últimos anos. Hoje a qualidade do serviço está bem maior, pois o cenário imobiliário pede isso”, observa João Teodoro.Em 1978 foi regulamentado que, para atuar no setor, era preciso o antigo segundo grau completo, hoje chamado de ensino médio. A meta era fazer com que em cinco ou seis anos fosse exigido um curso superior para todos os profissionais da área. A chegada de pessoas jovens também é notável na profissão. Há 15 anos, a idade média desses profissionais era de 51 anos. Hoje, a faixa etária é de 35. Teodoro destaca que os jovens são mais aceitos na tecnologia, o que consequentemente muda o perfil de atuação do profissional.Por: NATALIA RABELO
Rodolfo Scamilla, presidente da TOTAL CONSTRUTORA S/A, dá dicas para evitar que o sonho vire pesadelo
Os imóveis comprados na planta hoje podem alcançar uma valorização de até 50% na entrega das chaves, uma boa opção para quem busca um imóvel novo e não tem muita pressa para a mudança ou ainda pensa na compra como um investimento, mas o sonho e bom negócio podem se transformar em pesadelo caso os prazos da entrega não sejam cumpridos. Rodolfo Scamilla, diretor-presidente da TOTAL CONSTRUTORA S/A, experiente engenheiro formado pela Unicamp e especialista no assunto dá algumas dicas para reduzir os riscos na negociação: · Checar o passado da construtora. A compra de um imóvel sempre envolve uma quantia significativa de dinheiro, o comprador não deve confiar apenas na conversa do corretor imobiliário. Consulte se a empresa teve alguma reclamação no Procon ou algum tipo de pendência na justiça, converse com outros compradores de algum imóvel da companhia para checar a qualidade, prazo de entrega e idoneidade da construtora. · Exija documentação do empreendimento registrado em cartório, todas as incorporadoras precisam registrar um conjunto de documentos que inclui o terreno onde será construído o prédio, o projeto aprovado pela prefeitura, entre outros. · Registre a compra do imóvel em cartório, tornando-a oficial.A TOTAL atua há dez anos na região do Vale do Paraíba e se destaca desde sua fundação pela qualidade de suas obras, cumprimento de prazos e rentabilidade. Em sua carteira, mais de 750 unidades entregues e atualmente 230 em construção. A credibilidade da empresa é comprovada pelos certificados ISO 9001, e PBQP-H Nível A.
Um bom corretor deve visar sempre ao bem-estar e à satisfação dos seus clientes
Do ponto de vista mercadológico, o corretor de imóveis é o profissional que realiza a intermediação de negócios imobiliários, estabelecendo um elo contratual entre o fornecedor e o consumidor, ou melhor, entre o atual dono do imóvel (vendedor/alienante) e o pretendente à aquisição desse mesmo imóvel (comprador/adquirente).Ele poderá viabilizar negócios imobiliários tendo, de um lado, empresas (vendedoras ou compradoras) e, do outro, pessoas físicas (compradoras ou vendedoras); e também poderá ter pessoas jurídicas envolvidas dos dois lados (compradoras e vendedoras).Além disso, as negociações imobiliárias normalmente abrangem riquezas e investimentos vultosos, promovendo a circulação de bens e finanças, alavancando a economia e, em consequência, estabelecendo condições de vida dignas para as pessoas.Dessa forma, “pode-se perceber que a atuação do corretor de imóveis é essencial para o mercado imobiliário e, ainda, para a economia, a sociologia, a história, a arquitetura e o urbanismo, as relações humanas e diversas outras ciências que impactam na dinâmica social”, afirma Fernando de Magalhães Júnior, professor do curso Capacitação de Corretor de Imóveis, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.Assim percebemos o quão importante é o papel desse profissional, pois ele irá atender aos anseios e às expectativas da clientela que possui um perfil bastante diversificado, com características ecléticas e específicas. Além disso, deve ter preparo técnico suficiente para enfrentar a concorrência acirrada do mercado imobiliário.A capacitação profissional exigida para que você possa desempenhar a função de corretor de imóveis de forma eficiente abrange:- Conhecimentos sólidos a respeito do mercado imobiliário e dos diversos segmentos da clientela;- Entendimento de finanças e de investimentos;- Noções de arquitetura e engenharia e conhecimentos adequados para fazer a avaliação de imóveis;- Trabalho com ética profissional, no atendimento dos clientes e no relacionamento com os colegas;- Competência para explorar as estratégias de marketing para concretização das transações imobiliárias;- Compreensão de dinâmica do mercado imobiliário, entre outros aspectos.ComportamentoUma característica indispensável ao sucesso do corretor de imóveis é a sua atuação fundamentada nos princípios da ética profissional. Como resultado de um comportamento ético, temos o relacionamento saudável entre as pessoas, a confiança mútua e o bem-estar social.Do ponto de vista profissional, podemos dizer que as atitudes comportamentais do corretor de imóveis devem ser:- Honestidade;- Lealdade;- Rendimento elevado;- Respeito à dignidade humana;- Sigilo profissional;- Respeito às normas e obediência às condições preestabelecidas, entre outras.Além disso, algumas atitudes são consideradas imprescindíveis para desempenhar um comportamento profissionalmente ético, tais como: agir com transparência; adotar conduta profissional exemplar, podendo servir de referência a outros profissionais; e respeitar seus colegas de trabalho. Por exemplo, não interferir em negociações já desenvolvidas por outro corretor de imóveis.
Por Andréa Oliveira
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo do deputado Homero Pereira, do PSD de Mato Grosso, ao projeto de lei (PL 2289/07) que regulamenta a compra de terras brasileiras por pessoas e empresas estrangeiras. O texto veda a aquisição de imóveis rurais por organização não governamental com atuação no território brasileiro que tenha sede no exterior ou ONG estabelecida no Brasil cujo orçamento anual seja proveniente, na sua maior parte, de uma mesma pessoa física estrangeira, ou empresa com sede no exterior ou, ainda, proveniente de mais de uma dessas fontes quando coligadas.
De acordo com a Agência Câmara, o projeto, porém, não impõe restrições às empresas brasileiras constituídas ou controladas direta ou indiretamente por estrangeiros e às Companhias de Capital Aberto com ações negociadas em bolsa de valores no Brasil ou no exterior. "Nós temos investidores estrangeiros que vêm para o Brasil para investir na indústria, para vender carro, para investir em telefonia, para investir em uma série de questões do nosso país, por que nós não podemos também ter capital? Ele é bem-vindo, desde que ele venha aqui gerar emprego e renda”.
Fonte: DCI
Lei obriga cartórios da Paraíba a incluir número de CRECI e o nome do corretor responsável nas escrituras
A nova determinação está valendo desde o dia 16 de junho de 2012. A Lei n° 9.807, de autoria do Deputado Estadual Caio Roberto (PR) dispõe sobre a obrigatoriedade dos cartórios sediados no Estado da Paraíba incluir nas escrituras públicas o nome e a inscrição no Conselho Regional de corretoresde imóveis (CRECI) da pessoa física ou jurídica responsável pela intermediação de negócios imobiliários e dá outras providências.Esta lei é um avanço pois facilita o trabalho do corretor de imóveis que acompanhadas de outras medidas trará mas profissionalismo para a carreira e ajudara o corretor de imóveis a investir em seu aperfeiçoamento com a garantia de que seu trabalho realmente será respeitado.Confira a lei na íntegra:O Presidente da Assembléia legislativa do Estado da ParaíbaFaz saber que a Assembléia Legislativa decreta, e eu, em razão da sanção tácita, nos termos § 3° c/c o § 7° do art. 65, da Constituição estadual, Promulgo a seguinte Lei:Art. 1° Ficam os cartórios sediados no Estado da Paraíba, obrigados a incluir nas Escrituras públicas a serem lavradas, o nome e o número do CRECI da pessoa física ou jurídica responsável pela intermediação de negócios imobiliários.Art. 2° Caso não tenha havido intermediação de pessoa física ou jurídica, este fato deve constar na lavratura da escritura pública.Art. 3° Em caso de descumprimento a presente Lei, ficam os cartórios obrigados a pagar multa no valor de 1.000 (um mil) UFR-PB (Unidade Fiscal de Referência da Paraíba).Art. 4° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Art. 5° Revogam-se as disposições em contrário.Ricardo MarceloPresidente
Consultor financeiro Gustavo Cerbasi e especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata dizem o que levar em conta para deixar o financiamento mais leve para o bolso
Ao se tornar sócio da consultoria de financiamentos imobiliários Canal do Crédito, o guru Gustavo Cerbasi pretende pôr em prática um programa de educação financeira para quem vai financiar o seu imóvel. Nas oito dicas abaixo, o consultor financeiro e o presidente da consultoria, Marcelo Prata, mostram quais despesas comumente esquecidas devem ser postas na ponta do lápis para quem está de mudança para uma casa financiada e como tornar essa longa e pesada dívida mais barata e justa no orçamento.
1. Ao se mudar para um bairro mais caro, calcule um aumento de 15% a 20% nos gastosMudar-se para um bairro mais nobre implica maiores gastos na padaria, supermercado e escola. “Na dúvida entre dois imóveis, é melhor optar pelo que tem valor de 15% a 20% mais baixo, porque esta parcela normalmente é o que é destinado ao novo custo de vida no local”, diz Cerbasi. “É a mesma coisa que ocorre quando você compra um DVD Blu-Ray que, além de ser mais caro que o normal, envolve a compra dos discos Blu-Ray, que são mais caros que os outros”, comenta. Cerbasi também diz que muitas dívidas com financiamentos ocorrem quando o proprietário calcula o gasto mensal com as parcelas e se esquece de calcular os gastos agregados, como o novo custo de vida, a manutenção do imóvel, as contas de energia, gás, IPTU, reformas e principalmente gastos variáveis, com lazer. “O financiamento do imóvel está previsto, mas não se prevê o gasto com cinema, restaurante e aí este gasto é passado para o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, levando a dívidas”, explica.
2. Considere que taxas e impostos correspondem a 4% do valor financiadoSegundo Marcelo Prata, sócio e fundador do Canal do Crédito, cerca de 4% do valor do imóvel é usado para pagar apenas taxas e impostos. “Eu já vi algumas pessoas chegarem na hora da compra sem saber que estes gastos estavam envolvidos”, diz Prata.Basicamente, os gastos envolvidos são: ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis), que varia de acordo com a cidade, mas gira em torno de 2% do valor total do imóvel; taxas cartorárias, que ficam em torno de 1% do valor do imóvel e oscilam de acordo com o valor da propriedade e da localização; e as taxas de análise jurídica, cobradas pelos bancos na hora de contratar o financiamento, que também podem variar em torno de 1% do valor total.3. Não comprometa mais que 30% da rendaCerbasi recomenda que sejam comprometidos, no máximo, de 25% a 30% da renda mensal em um financiamento. Para não cair na tentação de fazer um financiamento mais caro e depois não conseguir arcar com os custos, o consultor diz que o segredo é inverter a ordem das escolhas. Ou seja, em vez de buscar os imóveis e fazer a escolha baseada nos preços, é importante ter todos os gastos previstos em mente e a capacidade de comprometimento com o financiamento para depois avaliar as opções de compra. Segundo Cerbasi, pode ser muito melhor morar em uma casa aquém do desejado, mas onde se tenha uma capacidade de gastos maior no dia a dia. “Do que adianta viver em uma casa grande, mas na monotonia?”, pondera.
4. Prefira os menores prazos: 15 anos para imóveis novos e sete anos para usadosCerbasi ressalta que os prazos ideais de financiamento seriam de 15 anos para um imóvel novo e sete anos para um imóvel usado, uma vez que, depois destes prazos, provavelmente o proprietário terá que arcar com custos de reforma. Se o financiamento não estiver quitado então, os gastos somados podem pesar demais no orçamento.Cerbasi afirma que o melhor é sempre fazer o financiamento no menor prazo possível. “Nós conseguimos dominar a segurança financeira no prazo curto, mas em 30 anos, por exemplo, é muito mais difícil prever as condições que o comprador terá para pagar o financiamento. Entre um financiamento de 30 anos e 25 anos, prefira o de 25 anos”, diz.5. Recém-casados: esperem cinco anos para comprar um imóvelCerbasi explica que o financiamento deixa o casal exposto a diversas limitações de renda, de oportunidades de emprego e de mobilidade. Por isso, o ideal é que eles só comprem o imóvel depois de cinco anos de casados. “Para recém-casados a renda ainda é muito instável e limitada. Por isso, muitos jovens ainda querem mudar de emprego. Um aluguel, como um elemento de flexibilidade, é oportuno, e poder se mudar para ficar perto do trabalho, por exemplo, ajuda a economizar no transporte. Depois de comprar uma casa diminuem as chances de se conseguir um emprego para morar longe", diz.Ele sugere que os recém-casados aluguem uma quitinete, por exemplo, enquanto poupam o valor para a compra do apartamento antes de entrar em um financiamento. Ele ressalta, no entanto, que se o valor pago pelo aluguel for superior ao de um financiamento, vale considerar se o investimento vale a pena, mesmo com todos os comprometimentos que a decisão pode gerar.6. Prefira taxas pós-fixadasCom as quedas nos juros, as taxas pós-fixadas e a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) se tornam a melhor opção para o mutuário. Na tabela SAC, são pagas parcelas mais altas no início e o valor cai conforme a dívida é amortizada. O valor do pagamento da dívida permanece constante, enquanto o valor correspondente ao pagamento de juros diminui progressivamente.A conjuntura atual, de mudanças na economia, se mostra favorável para o comprador ter maior fôlego para arcar com parcelas mais altas no início dos pagamentos.Cerbasi acredita também que a tendência das quedas nas taxas deve se manter, favorecendo taxas pós-fixadas. “Os juros devem cair ainda e as taxas prefixadas podem ficar muito caras diante de taxas mais baixas ”, explica. As taxas prefixadas são definidas no início do financiamento e as pós-fixadas variam de acordo com a Taxa Referencial e índices atrelados à inflação, como IGP-M ou IPCA .No caso da tabela Price, as parcelas são fixas. No começo do pagamento, o valor abatido do saldo devedor é muito baixo, porque a maior parte da parcela é composta pelos juros.
7. Pesquise entre os bancos as melhores condiçõesCom as recentes reduções nas taxas de juros, a diferença nas taxas cobradas entre um banco e outro podem ser significativas. Além de visitar diferentes agências para consultar as opções, o comprador pode fazer simulações do financiamento pela internet. Existem consultorias que oferecem esse serviço. O Canal do Crédito é uma delas, e o serviço é gratuito. Em consultorias como a Crédito Imobiliário Fácil e a Financiar Casa (antiga Sagace), o serviço é cobrado. Leia mais sobre esse tipo de serviço.Quem quiser saber o custo médio de um financiamento imobiliário pode fazê-lo por meio de uma ferramenta disponível em EXAME.com.8. Portabilidade só é vantajosa se a diferença de juro for de no mínimo 1,5%As taxas menores também podem ser vantajosas para quem já tem um financiamento e quer aproveitar as taxas mais baixas de outro banco. É possível migrar a dívida por meio da chamada portabilidade de crédito. Marcelo Prata, sócio-fundador do canal do Crédito, dá uma dica que pode ajudar o mutuário a perceber de maneira simplificada se vale a pena fazer a transferência: “Se a diferença entre a taxa de um banco e outro for maior ou igual a 1,5% vale a pena fazer a portabilidade”, diz.Se for verificada a diferença maior ou igual a 1,5%, o proprietário deve: observar a taxa de juro cobrada no atual financiamento e no financiamento cotado; calcular a diferença entre a soma das prestações que restam no banco atual e as que serão pagas se a dívida for transferida para outro banco; e por fim, deve subtrair as taxas de cartório cobrada pela alteração do financiamento, a diferença entre os custos dos seguros de cada instituição e entre as taxas de administração.Ao fazer a portabillidade, o proprietário paga novamente as mesmas taxas cartorárias que pagou no início do financiamento, a taxa de averbação do valor declarado (pelo cancelamento do financiamento) e a de registro do novo financiamento, que variam de acordo com o valor do imóvel e com a região, podendo chegar a 1% do valor da propriedade. Assim, se os gastos com cartório forem muito altos, o valor gasto no presente pode não compensar a economia com parcelas futuras. Por: Priscila YazbekFonte: Exame
Consultor financeiro Gustavo Cerbasi e especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata dizem o que levar em conta para deixar o financiamento mais leve para o bolso
Ao se tornar sócio da consultoria de financiamentos imobiliários Canal do Crédito, o guru Gustavo Cerbasi pretende pôr em prática um programa de educação financeira para quem vai financiar o seu imóvel. Nas oito dicas abaixo, o consultor financeiro e o presidente da consultoria, Marcelo Prata, mostram quais despesas comumente esquecidas devem ser postas na ponta do lápis para quem está de mudança para uma casa financiada e como tornar essa longa e pesada dívida mais barata e justa no orçamento.
1. Ao se mudar para um bairro mais caro, calcule um aumento de 15% a 20% nos gastosMudar-se para um bairro mais nobre implica maiores gastos na padaria, supermercado e escola. “Na dúvida entre dois imóveis, é melhor optar pelo que tem valor de 15% a 20% mais baixo, porque esta parcela normalmente é o que é destinado ao novo custo de vida no local”, diz Cerbasi. “É a mesma coisa que ocorre quando você compra um DVD Blu-Ray que, além de ser mais caro que o normal, envolve a compra dos discos Blu-Ray, que são mais caros que os outros”, comenta. Cerbasi também diz que muitas dívidas com financiamentos ocorrem quando o proprietário calcula o gasto mensal com as parcelas e se esquece de calcular os gastos agregados, como o novo custo de vida, a manutenção do imóvel, as contas de energia, gás, IPTU, reformas e principalmente gastos variáveis, com lazer. “O financiamento do imóvel está previsto, mas não se prevê o gasto com cinema, restaurante e aí este gasto é passado para o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, levando a dívidas”, explica.
2. Considere que taxas e impostos correspondem a 4% do valor financiadoSegundo Marcelo Prata, sócio e fundador do Canal do Crédito, cerca de 4% do valor do imóvel é usado para pagar apenas taxas e impostos. “Eu já vi algumas pessoas chegarem na hora da compra sem saber que estes gastos estavam envolvidos”, diz Prata.Basicamente, os gastos envolvidos são: ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis), que varia de acordo com a cidade, mas gira em torno de 2% do valor total do imóvel; taxas cartorárias, que ficam em torno de 1% do valor do imóvel e oscilam de acordo com o valor da propriedade e da localização; e as taxas de análise jurídica, cobradas pelos bancos na hora de contratar o financiamento, que também podem variar em torno de 1% do valor total.3. Não comprometa mais que 30% da rendaCerbasi recomenda que sejam comprometidos, no máximo, de 25% a 30% da renda mensal em um financiamento. Para não cair na tentação de fazer um financiamento mais caro e depois não conseguir arcar com os custos, o consultor diz que o segredo é inverter a ordem das escolhas. Ou seja, em vez de buscar os imóveis e fazer a escolha baseada nos preços, é importante ter todos os gastos previstos em mente e a capacidade de comprometimento com o financiamento para depois avaliar as opções de compra. Segundo Cerbasi, pode ser muito melhor morar em uma casa aquém do desejado, mas onde se tenha uma capacidade de gastos maior no dia a dia. “Do que adianta viver em uma casa grande, mas na monotonia?”, pondera.
4. Prefira os menores prazos: 15 anos para imóveis novos e sete anos para usadosCerbasi ressalta que os prazos ideais de financiamento seriam de 15 anos para um imóvel novo e sete anos para um imóvel usado, uma vez que, depois destes prazos, provavelmente o proprietário terá que arcar com custos de reforma. Se o financiamento não estiver quitado então, os gastos somados podem pesar demais no orçamento.Cerbasi afirma que o melhor é sempre fazer o financiamento no menor prazo possível. “Nós conseguimos dominar a segurança financeira no prazo curto, mas em 30 anos, por exemplo, é muito mais difícil prever as condições que o comprador terá para pagar o financiamento. Entre um financiamento de 30 anos e 25 anos, prefira o de 25 anos”, diz.5. Recém-casados: esperem cinco anos para comprar um imóvelCerbasi explica que o financiamento deixa o casal exposto a diversas limitações de renda, de oportunidades de emprego e de mobilidade. Por isso, o ideal é que eles só comprem o imóvel depois de cinco anos de casados. “Para recém-casados a renda ainda é muito instável e limitada. Por isso, muitos jovens ainda querem mudar de emprego. Um aluguel, como um elemento de flexibilidade, é oportuno, e poder se mudar para ficar perto do trabalho, por exemplo, ajuda a economizar no transporte. Depois de comprar uma casa diminuem as chances de se conseguir um emprego para morar longe", diz.Ele sugere que os recém-casados aluguem uma quitinete, por exemplo, enquanto poupam o valor para a compra do apartamento antes de entrar em um financiamento. Ele ressalta, no entanto, que se o valor pago pelo aluguel for superior ao de um financiamento, vale considerar se o investimento vale a pena, mesmo com todos os comprometimentos que a decisão pode gerar.6. Prefira taxas pós-fixadasCom as quedas nos juros, as taxas pós-fixadas e a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) se tornam a melhor opção para o mutuário. Na tabela SAC, são pagas parcelas mais altas no início e o valor cai conforme a dívida é amortizada. O valor do pagamento da dívida permanece constante, enquanto o valor correspondente ao pagamento de juros diminui progressivamente.A conjuntura atual, de mudanças na economia, se mostra favorável para o comprador ter maior fôlego para arcar com parcelas mais altas no início dos pagamentos.Cerbasi acredita também que a tendência das quedas nas taxas deve se manter, favorecendo taxas pós-fixadas. “Os juros devem cair ainda e as taxas prefixadas podem ficar muito caras diante de taxas mais baixas ”, explica. As taxas prefixadas são definidas no início do financiamento e as pós-fixadas variam de acordo com a Taxa Referencial e índices atrelados à inflação, como IGP-M ou IPCA .No caso da tabela Price, as parcelas são fixas. No começo do pagamento, o valor abatido do saldo devedor é muito baixo, porque a maior parte da parcela é composta pelos juros.
7. Pesquise entre os bancos as melhores condiçõesCom as recentes reduções nas taxas de juros, a diferença nas taxas cobradas entre um banco e outro podem ser significativas. Além de visitar diferentes agências para consultar as opções, o comprador pode fazer simulações do financiamento pela internet. Existem consultorias que oferecem esse serviço. O Canal do Crédito é uma delas, e o serviço é gratuito. Em consultorias como a Crédito Imobiliário Fácil e a Financiar Casa (antiga Sagace), o serviço é cobrado. Leia mais sobre esse tipo de serviço.Quem quiser saber o custo médio de um financiamento imobiliário pode fazê-lo por meio de uma ferramenta disponível em EXAME.com.8. Portabilidade só é vantajosa se a diferença de juro for de no mínimo 1,5%As taxas menores também podem ser vantajosas para quem já tem um financiamento e quer aproveitar as taxas mais baixas de outro banco. É possível migrar a dívida por meio da chamada portabilidade de crédito. Marcelo Prata, sócio-fundador do canal do Crédito, dá uma dica que pode ajudar o mutuário a perceber de maneira simplificada se vale a pena fazer a transferência: “Se a diferença entre a taxa de um banco e outro for maior ou igual a 1,5% vale a pena fazer a portabilidade”, diz.Se for verificada a diferença maior ou igual a 1,5%, o proprietário deve: observar a taxa de juro cobrada no atual financiamento e no financiamento cotado; calcular a diferença entre a soma das prestações que restam no banco atual e as que serão pagas se a dívida for transferida para outro banco; e por fim, deve subtrair as taxas de cartório cobrada pela alteração do financiamento, a diferença entre os custos dos seguros de cada instituição e entre as taxas de administração.Ao fazer a portabillidade, o proprietário paga novamente as mesmas taxas cartorárias que pagou no início do financiamento, a taxa de averbação do valor declarado (pelo cancelamento do financiamento) e a de registro do novo financiamento, que variam de acordo com o valor do imóvel e com a região, podendo chegar a 1% do valor da propriedade. Assim, se os gastos com cartório forem muito altos, o valor gasto no presente pode não compensar a economia com parcelas futuras. Por: Priscila YazbekFonte: Exame