segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O que os compradores de imóvel querem

Infraestrutura local e lazer do condomínio são determinantes na hora de efetivar a compra do imóvel.

Há anos o mercado de imóveis passa por readequações para atender aos anseios de uma parcela da população brasileira que agora pode sonhar com a compra de um imóvel. Com o preço do metro quadrado em torno de R$ 4 mil, os apartamentos ficaram mais compactos para atender a nova classe média. Além disso, diversos itens de lazer foram incluídos para chamar a atenção do comprador.

Francisco Diogo Magnani, presidente da MZM Construtora constata que “existe uma demanda significativa de compradores do primeiro imóvel impulsionados pela melhoria do poder aquisitivo e as facilidades dos financiamentos imobiliários. Para este público, as opções de itens nas áreas de uso comum, aliadas à proximidade com o trabalho, a facilidade ao transporte público e um bom comércio local são requisitos fundamentais observados na hora de assinar o contrato”.

Magnani também esclarece que “os brasileiros almejam mais qualidade de vida e, por isso, os condomínios-clube são uma tendência que vem sendo observada e adequada aos novos empreendimentos. Hoje, já é possívelcomprar um apartamento de qualidade a um preço acessível, que seja condizente com o segmento e com o espaço destinado ao lazer”.

Dentre as opções de lazer encontradas nos condomínios-clube estão academia, quadra esportiva, varanda gourmet, brinquedoteca, espaço mulher, entre outras.

Fonte: Imovelweb

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cozinha integrada amplia espaço em imóveis pequenos

Terra -



Integrar a cozinha à sala está na moda, como se sabe. Estruturar o cômodo dessa forma responde a um desejo hoje muito comum: fazer comida para a família ou para os amigos, sem ter de ficar fora da conversa. “A cozinha deixou de ser uma área de serviço. Cozinhar se transformou em uma atividade social. Você recebe os amigos, cozinha e interage ao mesmo tempo”, resume a arquiteta Veridiana Gonzaga, do escritório Sabrine Santos Arquitetura, de São Paulo.

Esse tipo de cozinha tem sido usado mesmo em imóveis que não são exatamente pródigos em espaço. Segundo Cris Paola, arquiteta da BP Arquitetura + Design, também de São Paulo, congregar cozinha, sala e outros ambientes em um espaço só ajuda a criar amplitude. “É preciso priorizar a melhor situação de espaço. Mesmo limitando a cozinha com o piso frio, é interessante deixá-la com a cara da sala. Assim, o cliente se sente com mais espaço de circulação e visualização.”

Em apartamentos pequenos, abrir a cozinha e uni-la aos cômodos sociais, como a sala, é uma escolha inteligente, porque se cria mais uma área de convivência.

O balcão é a solução mais comum para fazer a transição. Ele serve como uma mesa para refeições rápidas – basta colocar algumas banquetas embaixo dele – ou como bancada de apoio na hora de fazer comida (para cortar vegetais, por exemplo). Ou ainda como apêndice para dispor panelas e travessas de alimentos que não cabem na mesa. A parte inferior acomoda armários para panelas e gavetas de talheres.

Para que o cheiro de fritura não invada o apartamento todo, há duas opções. Uma, colocar porta de correr ou sanfonada, que isola o ambiente quando necessário. A divisão temporária também esconde a bagunça da pia quando aquela visita inesperada aparece... Outra solução é investir em uma coifa com grande poder de exaustão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Crédito imobiliário ganha mais agilidade

Tempo de aprovação no banco cai de 60 para 15 dias em cinco anos

Apesar da melhora, setor reconhece que ainda é necessário fazer mudanças; bancos discutem saídas 

O forte crescimento do crédito imobiliário durante os últimos anos fez com que os bancos concentrassem esforços para reduzir a burocracia nessas operações, que estão entre as mais complexas do sistema financeiro.

O total financiado com recursos da poupança aumentou quase 45 vezes entre 2002 e 2011, quando chegou a R$ 79,9 bilhões, de acordo com dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). A previsão é encerrar este ano com R$ 95,9 bilhões.

As instituições discutem o registro eletrônico e a padronização dos contratos.

"A ideia é transmitir, por meio de um sistema, o contrato para o cartório, que o devolve da mesma forma", diz Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

Assim, o comprador não precisará levar o documento pessoalmente até o cartório, esperar dias para que seja feito o registro na matrícula do imóvel e depois voltar ao banco com os papéis.

Após a mudança, a previsão é que essa etapa seja cumprida em uma semana -o prazo médio hoje é de 30 dias. As discussões sobre a alteração tiveram início no ano passado, mas ainda não há prazo para a entrada em vigor.

O presidente da Arisp (Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo), Flauzilino Araújo dos Santos, diz que o maior entrave é a necessidade da assinatura eletrônica dos envolvidos.

"Estamos avaliando a possibilidade de somente o banco assinar eletronicamente. Faríamos a mudança na escritura com base no documento enviado por ele", diz.

Há, no entanto, que ser estudada a validade jurídica dessa operação.

Os bancos querem também padronizar os contratos, para viabilizar o registro eletrônico. "Com um único formato nos contratos, ficará mais fácil a transmissão dos dados", diz Lazari Junior.

Mudanças

O prazo e o número de documentos pedidos para o financiamento vêm caindo, segundo a Abecip. Há cinco anos eram solicitados cerca de 45 documentos. Atualmente, a média é de dez itens -há variações por instituição.

Em relação ao tempo de aprovação após o envio dos papéis, os bancos estimam uma média de 15 dias, ante os 60 dias de 2007.

Apesar das melhoras, os mutuários ainda reclamam da burocracia. O empresário Adiel Henrique, 38, quase perdeu a compra de um imóvel por causa da demora na aprovação do crédito.

Contando com o dinheiro que receberia, o vendedor atrasou três prestações de outro apartamento. "O meu crédito foi rejeitado por causa da dívida dele, que era com o mesmo banco", lembra.

O empresário precisou recomeçar todo o processo de aprovação do financiamento em outra instituição, que disponibilizou os recursos com mais agilidade. "Corri o risco de perder o negócio porque o vendedor voltou a colocar o apartamento à venda." 

Por: Mariana Sallowicz

Fonte: Folha

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mercado imobiliário vive momento de calmaria e beneficia novos compradores

Jornal Nacional/G1 - 

Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar.



Depois de um ano de euforia nas vendas e preços nas alturas, o mercado imobiliário vive um momento de calmaria. E quem quer comprar a casa própria pode se beneficiar disso.

Foram cinco anos fazendo a poupança. Thaís juntou dinheiro para dar entrada no primeiro apartamento. No ano passado, com os preços nas nuvens, ela preferiu esperar. Não foi a única. A reação dos consumidores fez diminuir o número de concessões de financiamentos para compra de imóveis: uma redução de 20,5% no primeiro semestre.

“Consumidor realmente ele tá mais atento, ele tá procurando com mais cautela. E as construtoras estão mais atentas para descobrir novos nichos de mercado”, explica Ronaldo Coelho Neto, vice-presidente do Secovi-RJ.

Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar. Entre janeiro e julho deste ano, a alta foi de 8,5% nas sete maiores regiões metropolitanas do país. Metade da escalada do ano passado, quando os imóveis ficaram 17% mais caros. “Aquela situação era fora da realidade, tinha lançamento sendo que era vendido todo no fim de semana, colocava na internet e dois, três dias tinha 10 ligações, isso era fora da realidade”, afirma Eduardo Zylberstajn, economista – Fipe.

Em alguns bairros do Rio e de São Paulo, o preço do metro quadrado chegou a cair. É o caso da Urca, bairro da zona sul do rio que sempre foi muito valorizado pela tranqüilidade e pela vista: um dos cartões-postais da cidade. O preço do metro quadrado baixou quase 1% só no mês de julho. Dá um desconto de oito mil reais num apartamento de cem metros quadrados.

Com os juros mais baixos e os preços mais acomodados, ficou bom para quem, como a Thaís, quer comprar. Ela, que procurava um quarto e sala, já sonha com um futuro mais amplo. Quem sabe um dois quartos caiba no orçamento. “Com um prazo de financiamento legal, os juros mais baixos, então acho que agora é a hora”, diz Thais.

Geração Y: jovens querem imóveis bem localizados e pequenos


A localização parece ser o fator fundamental na hora dos jovens escolherem um local para morar. Eles buscam, principalmente, casas ou apartamentos próximos a supermercados, farmácias e shoppings e também perto de onde estudam e trabalham.

Estar próximo aos pontos de acesso ao transporte público também é um diferencial. De acordo com o diretor comercial e de localizações da Primar Administradora de Bens, Carlos Freitas, os bairros centrais estão entre as primeiras opções daqueles que têm ente 15 e 25 anos.

Sem perder tempo

Essas preferências se justificam pela aversão do jovem em perder seu tempo, já que, morando longe dos locais de onde trabalham e estudam, ele passa muito tempo no trânsito, enquanto poderia estar estudando ou mesmo se divertindo.

O perfil dos jovens de hoje é bastante diferente, se comparado ao de outras gerações. Esse grupo que faz parte da geração Y é composto por indivíduos que possuem maior nível de escolaridade e que conseguem alavancar sua carreira de forma mais rápida.

“Além disso, o acesso ao crédito está mais fácil e existem várias opções que ajudam na hora de comprar ou alugar um imóvel”, afirma Freitas. Agora, o casamento não é mais o único motivo para sair de casa. O trabalho e o estudo são fatores importantes para tal decisão.

O tamanho

Além da localização, o tamanho do imóvel também é um ponto relevante. A procura por quitinetes cresceu consideravelmente. Os imóveis pequenos, que têm de um a dois quartos, normalmente são suficientes para acomodar os jovens. Os solteiros ou os casados que ainda não têm filhos usualmente dispensam grandes espaços.

Quando ainda são jovens, o foco da vida está na carreira e na formação profissional, por isso, a habitação deve atender às necessidades atuais e não futuras. O aluguel também é interessante, pois permite flexibilidade em caso de mudanças de planos.

Por: Viviam Klanfer Nunes

Fonte: InfoMoney

Permuta de terreno por imóveis pode ser uma alternativa vantajosa


Estado de Minas - 

Negociar uma área por imóveis pode ser uma oportunidade rentável tanto para quem tem um lote quanto para quem tem interesse em investir


O consultor de vendas Bruno Beleza Beltrão ganhou dois apartamentos, uma loja e um carro zero na troca de um terreno que pertencia a seu pai


Uma alternativa para quem tem um terreno com localização privilegiada é negociá-lo em troca de imóveis com uma construtora interessada em fazer um empreendimento. Mas antes de fazer esse tipo de negociação, que recebe o nome de permuta, é preciso conhecer as diferentes modalidades que a envolvem.

O advogado especializado em direito imobiliário do Escritório Alvim, Cardoso & Tavares Sociedade de Advogados, Ricardo Alvim, conta que a permuta de terreno para construção de empreendimento imobiliário é uma das formas de alienação de imóvel. “Consiste em transmitir o que é de seu patrimônio para o patrimônio daquele que o adquire. Na linguagem comum, significa troca”, resume.

De acordo com o advogado, no caso de permuta feita mediante a troca do terreno por imóveis já construídos ou a construir em outro terreno, é chamada de simples. “Quando a ‘troca do terreno’ se dá mediante a entrega de unidades autônomas (apartamentos, lojas, salas, vagas de garagem) a serem construídas no local, temos a permuta de parte ideal de terreno por área construída do imóvel a ser edificado sobre o mesmo terreno”, explica Ricardo Alvim.

Esse foi o caso do consultor de vendas Bruno Beleza Beltrão, que há oito anos mora com sua esposa em um dos imóveis que foram erguidos no terreno de seu pai, no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte. “Ele optou pela permuta porque, em troca, ganhou dois apartamentos e uma loja (no prédio em que a gente mora), além de um carro popular zero”, conta Bruno.

O consultor de vendas afirma que a troca foi vantajosa, porque os imóveis se tornaram uma fonte de renda familiar e, na época, os impostos para manter o lote estavam muito elevados. “A negociação foi muito compensadora. Porém, foi necessário aguardar muito tempo para encaixar dentro das condições desejadas”, admite Bruno Beltrão.

CONTRAPARTIDA 

A troca de algo real e tangível (terreno) por algo que ainda não se concretizou (área a ser construída) foi consagrada pela Lei 4.591/1964 (Lei do Condomínio em Edificações e das Incorporações Imobiliárias), em seu artigo 39, ao dispor que “nas incorporações em que a aquisição do terreno se der com pagamento total ou parcial em unidades a serem construídas, deverão ser discriminadas em todos os documentos de ajuste: II – a quota parte da área das unidades a serem entregues em pagamento do terreno...”, como informa Ricardo Alvim.

A permuta é uma solução também muito bem vista pelos empresários, pois permite a realização de empreendimento com menor volume de investimentos, segundo o especialista em direito imobiliário, Eduardo Lopes Barbosa. “Em síntese, consiste na troca de um terreno com uma empreendedora, na qual o proprietário do terreno cederá o local e receberá, em contrapartida, unidades imobiliárias no imóvel a ser edificado ou participação em vendas futuras do empreendimento”, aponta.

Eduardo Barbosa explica que, nesse último caso – a permuta financeira –, as empreendedoras repassam aos antigos donos do terreno uma porcentagem sobre o valor das vendas das unidades quando forem negociadas. “Nessa modalidade, o proprietário do terreno compartilha o risco da demora na venda das unidades.”

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sindicato prevê recuperação das vendas de imóveis em São Paulo

Agência Brasil -

SÃO PAULO - Valor total dos negócios chegou a R$ 6 bilhões entre janeiro e junho, montante 1,5% menor do que o constatado no primeiro semestre de 2011...


foto: Divulgaçãoimóveis imoveis casa apartamento
Vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 32,3% em junho se comparado a maio


SÃO PAULO - As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 32,3% em junho se comparado a maio. Foram vendidas 1.846 unidades ante 2.728 no mês anterior. No acumulado do primeiro semestre o movimento foi 2,6% superior ao registrado em igual período do ano passado, com a soma de 11.981 unidades.

O valor total dos negócios chegou a R$ 6 bilhões entre janeiro e junho, montante 1,5% menor do que o constatado no primeiro semestre de 2011 (R$ 6,1 bilhões).

De acordo com a análise técnica do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), há um equilíbrio entre a oferta e a procura. Em junho, as ofertas foram 15% inferiores a de igual mês do ano passado.

Pelas previsões do Secovi, a demanda deve crescer 10% no fechamento do ano com o escoamento de 31 mil imóveis. Caso esse desempenho seja de fato alcançado significará a recuperação do setor, já que em igual período de 2011, houve um recuo de 31%.