segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mercado imobiliário vive momento de calmaria e beneficia novos compradores

Jornal Nacional/G1 - 

Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar.



Depois de um ano de euforia nas vendas e preços nas alturas, o mercado imobiliário vive um momento de calmaria. E quem quer comprar a casa própria pode se beneficiar disso.

Foram cinco anos fazendo a poupança. Thaís juntou dinheiro para dar entrada no primeiro apartamento. No ano passado, com os preços nas nuvens, ela preferiu esperar. Não foi a única. A reação dos consumidores fez diminuir o número de concessões de financiamentos para compra de imóveis: uma redução de 20,5% no primeiro semestre.

“Consumidor realmente ele tá mais atento, ele tá procurando com mais cautela. E as construtoras estão mais atentas para descobrir novos nichos de mercado”, explica Ronaldo Coelho Neto, vice-presidente do Secovi-RJ.

Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar. Entre janeiro e julho deste ano, a alta foi de 8,5% nas sete maiores regiões metropolitanas do país. Metade da escalada do ano passado, quando os imóveis ficaram 17% mais caros. “Aquela situação era fora da realidade, tinha lançamento sendo que era vendido todo no fim de semana, colocava na internet e dois, três dias tinha 10 ligações, isso era fora da realidade”, afirma Eduardo Zylberstajn, economista – Fipe.

Em alguns bairros do Rio e de São Paulo, o preço do metro quadrado chegou a cair. É o caso da Urca, bairro da zona sul do rio que sempre foi muito valorizado pela tranqüilidade e pela vista: um dos cartões-postais da cidade. O preço do metro quadrado baixou quase 1% só no mês de julho. Dá um desconto de oito mil reais num apartamento de cem metros quadrados.

Com os juros mais baixos e os preços mais acomodados, ficou bom para quem, como a Thaís, quer comprar. Ela, que procurava um quarto e sala, já sonha com um futuro mais amplo. Quem sabe um dois quartos caiba no orçamento. “Com um prazo de financiamento legal, os juros mais baixos, então acho que agora é a hora”, diz Thais.

Geração Y: jovens querem imóveis bem localizados e pequenos


A localização parece ser o fator fundamental na hora dos jovens escolherem um local para morar. Eles buscam, principalmente, casas ou apartamentos próximos a supermercados, farmácias e shoppings e também perto de onde estudam e trabalham.

Estar próximo aos pontos de acesso ao transporte público também é um diferencial. De acordo com o diretor comercial e de localizações da Primar Administradora de Bens, Carlos Freitas, os bairros centrais estão entre as primeiras opções daqueles que têm ente 15 e 25 anos.

Sem perder tempo

Essas preferências se justificam pela aversão do jovem em perder seu tempo, já que, morando longe dos locais de onde trabalham e estudam, ele passa muito tempo no trânsito, enquanto poderia estar estudando ou mesmo se divertindo.

O perfil dos jovens de hoje é bastante diferente, se comparado ao de outras gerações. Esse grupo que faz parte da geração Y é composto por indivíduos que possuem maior nível de escolaridade e que conseguem alavancar sua carreira de forma mais rápida.

“Além disso, o acesso ao crédito está mais fácil e existem várias opções que ajudam na hora de comprar ou alugar um imóvel”, afirma Freitas. Agora, o casamento não é mais o único motivo para sair de casa. O trabalho e o estudo são fatores importantes para tal decisão.

O tamanho

Além da localização, o tamanho do imóvel também é um ponto relevante. A procura por quitinetes cresceu consideravelmente. Os imóveis pequenos, que têm de um a dois quartos, normalmente são suficientes para acomodar os jovens. Os solteiros ou os casados que ainda não têm filhos usualmente dispensam grandes espaços.

Quando ainda são jovens, o foco da vida está na carreira e na formação profissional, por isso, a habitação deve atender às necessidades atuais e não futuras. O aluguel também é interessante, pois permite flexibilidade em caso de mudanças de planos.

Por: Viviam Klanfer Nunes

Fonte: InfoMoney

Permuta de terreno por imóveis pode ser uma alternativa vantajosa


Estado de Minas - 

Negociar uma área por imóveis pode ser uma oportunidade rentável tanto para quem tem um lote quanto para quem tem interesse em investir


O consultor de vendas Bruno Beleza Beltrão ganhou dois apartamentos, uma loja e um carro zero na troca de um terreno que pertencia a seu pai


Uma alternativa para quem tem um terreno com localização privilegiada é negociá-lo em troca de imóveis com uma construtora interessada em fazer um empreendimento. Mas antes de fazer esse tipo de negociação, que recebe o nome de permuta, é preciso conhecer as diferentes modalidades que a envolvem.

O advogado especializado em direito imobiliário do Escritório Alvim, Cardoso & Tavares Sociedade de Advogados, Ricardo Alvim, conta que a permuta de terreno para construção de empreendimento imobiliário é uma das formas de alienação de imóvel. “Consiste em transmitir o que é de seu patrimônio para o patrimônio daquele que o adquire. Na linguagem comum, significa troca”, resume.

De acordo com o advogado, no caso de permuta feita mediante a troca do terreno por imóveis já construídos ou a construir em outro terreno, é chamada de simples. “Quando a ‘troca do terreno’ se dá mediante a entrega de unidades autônomas (apartamentos, lojas, salas, vagas de garagem) a serem construídas no local, temos a permuta de parte ideal de terreno por área construída do imóvel a ser edificado sobre o mesmo terreno”, explica Ricardo Alvim.

Esse foi o caso do consultor de vendas Bruno Beleza Beltrão, que há oito anos mora com sua esposa em um dos imóveis que foram erguidos no terreno de seu pai, no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte. “Ele optou pela permuta porque, em troca, ganhou dois apartamentos e uma loja (no prédio em que a gente mora), além de um carro popular zero”, conta Bruno.

O consultor de vendas afirma que a troca foi vantajosa, porque os imóveis se tornaram uma fonte de renda familiar e, na época, os impostos para manter o lote estavam muito elevados. “A negociação foi muito compensadora. Porém, foi necessário aguardar muito tempo para encaixar dentro das condições desejadas”, admite Bruno Beltrão.

CONTRAPARTIDA 

A troca de algo real e tangível (terreno) por algo que ainda não se concretizou (área a ser construída) foi consagrada pela Lei 4.591/1964 (Lei do Condomínio em Edificações e das Incorporações Imobiliárias), em seu artigo 39, ao dispor que “nas incorporações em que a aquisição do terreno se der com pagamento total ou parcial em unidades a serem construídas, deverão ser discriminadas em todos os documentos de ajuste: II – a quota parte da área das unidades a serem entregues em pagamento do terreno...”, como informa Ricardo Alvim.

A permuta é uma solução também muito bem vista pelos empresários, pois permite a realização de empreendimento com menor volume de investimentos, segundo o especialista em direito imobiliário, Eduardo Lopes Barbosa. “Em síntese, consiste na troca de um terreno com uma empreendedora, na qual o proprietário do terreno cederá o local e receberá, em contrapartida, unidades imobiliárias no imóvel a ser edificado ou participação em vendas futuras do empreendimento”, aponta.

Eduardo Barbosa explica que, nesse último caso – a permuta financeira –, as empreendedoras repassam aos antigos donos do terreno uma porcentagem sobre o valor das vendas das unidades quando forem negociadas. “Nessa modalidade, o proprietário do terreno compartilha o risco da demora na venda das unidades.”

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sindicato prevê recuperação das vendas de imóveis em São Paulo

Agência Brasil -

SÃO PAULO - Valor total dos negócios chegou a R$ 6 bilhões entre janeiro e junho, montante 1,5% menor do que o constatado no primeiro semestre de 2011...


foto: Divulgaçãoimóveis imoveis casa apartamento
Vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 32,3% em junho se comparado a maio


SÃO PAULO - As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 32,3% em junho se comparado a maio. Foram vendidas 1.846 unidades ante 2.728 no mês anterior. No acumulado do primeiro semestre o movimento foi 2,6% superior ao registrado em igual período do ano passado, com a soma de 11.981 unidades.

O valor total dos negócios chegou a R$ 6 bilhões entre janeiro e junho, montante 1,5% menor do que o constatado no primeiro semestre de 2011 (R$ 6,1 bilhões).

De acordo com a análise técnica do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), há um equilíbrio entre a oferta e a procura. Em junho, as ofertas foram 15% inferiores a de igual mês do ano passado.

Pelas previsões do Secovi, a demanda deve crescer 10% no fechamento do ano com o escoamento de 31 mil imóveis. Caso esse desempenho seja de fato alcançado significará a recuperação do setor, já que em igual período de 2011, houve um recuo de 31%.

Como declarar imóveis no Imposto de Renda após separação?

Exame - 

Internauta declarou dois imóveis no seu IR, mas um deles foi passado para a ex-esposa


Deve-se fazer uma retificação do IR se o imóvel foi declarado apenas por um dos cônjuges

Dúvida do internauta: Gostaria de receber uma orientação sobre o que se segue. Estou separado oficialmente há um ano, embora ainda não divorciado oficialmente, e o formal de partilha já foi estabelecido: um imóvel ficou para mim e outro para a minha ex-esposa. Ambos os imóveis foram adquiridos antes da separação, estando, portanto, em nome dos dois cônjuges. O segundo imóvel foi adquirido em 2010. Entretanto, inadvertidamente, a minha ex-esposa não informou a existência destes imóveis em nenhuma de suas declarações desde 2010, ainda que eu os tenha declarado.

Resposta de Eliana Lopes*:

Quando os cônjuges optam por apresentar a Declaração de Ajuste Anual em separado, todos os bens ou direitos comuns do casal devem ser relacionados em apenas uma das declarações, independentemente do nome de qual cônjuge consta na documentação dos referidos bens ou direitos.

Porém, com a dissolução do casamento, cada cônjuge deverá informar na sua declaração o que lhe couber, de acordo com o formal de partilha. Se a transferência dos bens e direitos for, por valor, maior do que o informado anteriormente, o cônjuge deve recolher o imposto sobre o ganho de capital.

Assim, sua ex-esposa deverá informar o imóvel na declaração após a transferência do bem (formal de partilha). Caso não tenha informado, deverá retificar a declaração para incluir o imóvel na relação de bens e direitos, e o respectivo valor no campo "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", na linha "Transferência Patrimonial - Dissolução de união estável".

*Eliana Lopes é coordenadora de IR de Pessoa Física da H&R Block no Brasil. A H&R é a maior empresa de declaração de IR dos Estados Unidos e acaba de chegar ao Brasil. Também atua no Canadá e na Austrália.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Built to Suit: veja as vantagens do serviço de construção sob encomenda

Infomoney -

O novo serviço vêm se tornando vantajoso para empresas que procuram imóvel com necessidades específicas, mas que não querem se preocupar com a obra



SÃO PAULO - O novo serviço de construção de imóveis encomendados para locação, chamado Built to Suit, vem se tornando um negócio vantajoso para empresas que procuram um imóvel construído mediante necessidades específicas, mas que não querem se preocupar com a obra ou ter possíveis dívidas com a construção.

Com expressão de origem inglesa, o serviço Built to Suit significa “construção sob encomenda” e desenvolve projetos de construção de imóveis encomendados e especialmente feitos para locação.“Como o investimento para a compra do terreno, elaboração de projetos, compra de materiais e mão de obra fica por conta do empreendedor. A companhia contratante reduz a exposição de capital em imóveis próprios, passando a alugar instalações projetadas sob medida para atender necessidades funcionais”, explica o empresário da Petre, Luiz Roberto L. Trevisani.

O negócio funciona a partir de um projeto encomendado conforme as necessidades e expectativas das empresas locatárias para a construção do imóvel. “O prestador de serviço de Built to Suit será o investidor e é quem imobiliza o capital, deixando a empresa-locatária direcionar os recursos para investimentos concentrados nas áreas mais importantes do seu próprio negócio”, detalha.

Geralmente, empresas de médio e grande porte são as que mais procuram esses serviços, além das multinacionais estrangeiras, que já estão acostumadas com esse tipo de locação. “Os projetos mais comuns são para a construção de galpões e escritórios, que necessitam de características específicas para cada empresa e sua estratégia, como a altura entre o chão e o teto, um piso que aguente determinado produto, entre outras especificações”, acrescenta.

Locação

Os aluguéis pagos pelo locatário serão o retorno do investidor e a contratação do serviço é feita com prazo mais amplo que o convencional do mercado. Trevisani conta que, em média, o contrato dura entre 10 a 15 anos, mas a empresa também terá garantia de permanência em renovação de locação até 50 anos.

Há como oferecer a opção de compra do imóvel ao final do contrato, pelo valor de mercado na época, e outras opções que poderão ser negociadas ao longo do contrato.

Os custos também variam muito, vão depender do tamanho do terreno, da localização, das características que o locatário irá exigir. “O tempo do contrato também irá depender do preço do aluguel. Mais tempo de contrato, mais barato será a conta ao final do mês. A grande vantagem para as empresas é que elas não precisarão se preocupar com as obras como fiscalizar a construtora. No final das contas, o preço que ela pagará para alugar o imóvel será menor do que se ela construísse seu próprio escritório”, finaliza Trevisani.

Pesquisa revela que pessoas estão dispostas a pagar mais caro por imóveis localizados em áreas verdes


Estudo da multinacional sueca Husqvarna, divulgado através do Global Garden Report, constatou que as pessoas preferem morar em regiões arborizadas, buscando mais qualidade de vida. A pesquisa foi realizada com mais de 3.500 pessoas de sete países, entre moradores  e especialistas. Revelou-se que 63% dos entrevistados estavam dispostos a pagar mais por um apartamento ou casa se ele fosse localizado em uma região com boas áreas verdes, em comparação, por exemplo, aos 34% dispostos a investir em áreas onde se possa fazer boas compras e aos 33% dos entrevistados que preferem áreas com boa programação cultural. 

Segundo Graziela Lourensoni, Gerente de Marketing e Produtos da Husqvarna, a aposta em áreas verdes é uma tendência mundial, além de um ótimo investimento. “Manter ambientes verdes, dentro e fora de casa, enriquecem o imóvel tornando-o mais atraente ao comprador. Este mesmo estudo, realizado no ano passado, apontou que a residência com um jardim bem cuidado, seja ele amplo ou até mesmo vertical, valoriza o imóvel em até 16%”, destaca.

Fonte: Extra Online