quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os direitos e os deveres de quem paga aluguel de imóvel



 Jornal Coletivo - 

Muitos não sabem que até a derrubada de árvores pode implicar em multa


O inquilino não pode esquecer de informar ao proprietário eventuais defeitos ocorridos Foto: DivulgaçãoO inquilino não pode esquecer de informar ao proprietário eventuais defeitos ocorridos
Ser inquilino de um imóvel implica estar consciente de seus direitos e deveres, todos advindos do contrato de locação. Os deveres resumem-se basicamente em pagar em dia o aluguel, devolver o imóvel no mesmo estado em que o encontrou, utilizar o imóvel para o fim a que se destina, dar conhecimento ao proprietário dos defeitos ocorridos e que sejam da responsabilidade dele.

“Alterar a estrutura interna ou externa do imóvel, só com autorização por escrito do proprietário do imóvel. Em caso de edifício de apartamentos, qualquer alteração na estrutura externa deve seguir as normas internas, a convenção coletiva e o regimento interno”, orienta a advogada Mônica Castro.

O tomador do bem (locatário), no caso de corte de uma árvore no interior do imóvel, só pode fazê-lo com o consentimento do proprietário e autorização da Administração Regional e da Novacap. “As solicitações devem ser, primeiramente, discutidas com a Administração Regional, quando for o caso, e encaminhadas pelo telefone 156, do sistema de ouvidoria e informações do GDF”, informa o advogado Francisco Pinho.

Toda vez que o proprietário desejar realizar qualquer acréscimo ou supressão de área do imóvel em relação à planta original deverá solicitar um alvará de aprovação de reforma na Administração Regional, mediante a apresentação de um projeto que observe as regras relativas ao respectivo zoneamento, feito por um arquiteto que será o responsável pela obra. “Só após a concessão do alvará é que a obra poderá ser realizada. É preciso também cuidar do canteiro de obras. Não é permitido obstruir a passagem de pedestres nas calçadas”, reforça Francisco Pinho.

Quanto à mudança em calçadas, é importante que o morador tenha também a autorização da Administração, uma vez que as características urbanísticas da cidade devem ser respeitadas. “No aluguel, é necessário buscar autorização com o proprietário do imóvel. Caso seja um edifício de apartamentos, além do proprietário, autorização do condomínio, nos termos do regimento interno. Em todas as situações, deve-se buscar a obtenção de um alvará para poder construir, emitido pela Administração Regional”, observa a advogada Mônica Castro.

Poda ou remoção de árvores?

­Foto: Toninho TavaresFoto: Toninho Tavares
No caso do Distrito Federal a solicitação deve ser feita à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), mais especificamente ao Departamento de Parques e Jardins (DPJ). “Árvores tombadas também precisam de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em área particular precisa de autorização da Novacap. Existe uma compensação ambiental pela quantidade de árvores, em que a Nocavap faz a estimativa de valores e espécies a serem plantadas”, explica a advogada Mônica Castro.

Nos casos de impossibilidade técnica de transplantação para outro local (transplantio), deverão ser adotadas medidas de compensação de cada espécimen (exemplar ou amostra de qualquer material ou ser vivo), suprimido, mediante plantio de mudas nativas em local a ser determinado pela Novacap. “A erradicação de um espécimen nativo acarretará o plantio de 30 mudas de espécies nativas. A erradicação de um espécimen exótico acarretará o plantio de dez mudas de espécies nativas. Os custos de replantio serão estabelecidos pela Novacap, que recolherá as importâncias arbitradas à sua tesouraria”, exemplifica a advogada Mônica Castro.

A remoção e a poda de árvores na parte externa do imóvel será de responsabilidade da Administração Regional, e o pedido pode ser feito pelo telefone 156. “Só nos casos de manutenção e segurança, não é cobrada taxa, mas, nas demais sim”, informa Pinho.

Quer investir em imóveis? Veja tipos e locais mais procurados para alugar e comprar


Infomoney - 

alta dos preços dos imóveis 

SÃO PAULO – Está pensando em comprar um imóvel com objetivo de ganhar com a renda do aluguel? Pois os apartamentos de 1 e 2 dormitórios, com metragem entre 40 e 90 metros quadrados são os mais procurados para locação, de acordo com levantamento efetuado pelo VivaReal, portal imobiliário que agrupa imóveis à venda em milhares de imobiliárias de todo o país, a pedido do InfoMoney.

Segundo a pesquisa, as cidades mais pesquisadas pelos internautas interessados em alugar um imóvel são São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Em São Paulo, os bairros mais pesquisados são Morumbi, Butantã e Moema. No Rio de Janeiro , destaque para a Barra da Tijuca, Campo Grande e Copacabana, enquanto em Belo Horizonte, a maioria das pessoas procura um imóvel para alugar nos bairros Castelo, Jardim Alvorada e Serra.

Maior valor por metro quadrado

Em São Paulo, os imóveis localizados no bairro dos Jardins possuem o maior valor do metro quadrado de aluguéis da cidade: entre R$ 8,5 mil e R$ 10 mil. Na Vila Mariana, o preço médio varia de R$ 7 mil a R$ 7,5 mil, enquanto na região de Perdizes está entre R$ 6,5 mil e R$ 7 mil. Na Bela Vista, o valor médio do metro quadrado do aluguel custa entre R$ 5,5 mil e R$ 6 mil e no Centro, o valor médio está na faixa de R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil.

Já no Rio de Janeiro, os bairros Leblon, Ipanema, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea e Botafogo possuem o maior valor de aluguel por metro quadrado, respectivamente.

Imóvel para compra

Já quando o assunto é a compra do imóvel, o levantamento do VivaReal mostra que os mais procurados são apartamentos residenciais, mas houve um aumento significativo da busca por casas em condomínios, “reflexo dos problemas urbanos intensificados com o crescimento das cidades”.

Os apartamentos com 2 dormitórios na faixa de até R$ 150 mil, com até 60 metros quadrados e aqueles de 100 a 200 metros quadrados são os mais pesquisados. O maior número de ofertas de imóveis para a venda está em São Paulo, com destaque para o bairro do Morumbi, com 7.602 imóveis à venda. Perdizes e Campo Belo também possuem elevado número de ofertas, segundo o site.

No Rio de Janeiro, a Barra da Tijuca lidera, com 6.687 imóveis ofertados no portal, seguida pelo Recreio dos Bandeirantes e Copacapana.

Home staging é tendência para carreira de arquitetos e decoradores


Exame - 

Expansão do mercado imobiliário e refinamento de consumo cria demanda para profissionais que melhoram a decoração de imóveis usados colocados à venda


Sala de estar DEPOIS de projeto de home staging da consultoria americana Real Estaging


São Paulo – Mania nos Estados Unidos, os serviços de home staging chegam, enfim, ao Brasil e prometem aquecer (ainda mais) as carreiras de arquitetos e decoradores.

Literalmente, o termo “home staging” significa encenação da casa. Na prática, o home stager (como o profissional da área é chamado) tem diante de si a função de transformar a decoração de imóveis usados que estão à venda para torná-la mais atraente para possíveis compradores.

Geralmente, os vendedores de imóveis usados, que também são moradores, só deixam o local após a venda. Conclusão: O apartamento ou casa está entulhado de objetos pessoais e móveis de toda uma vida. “Quem vê um imóvel daquele jeito pode criar antipatia pelo ambiente e não compra”, diz Luis Fernando Gambi, diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP.

É para impedir esse desfecho infeliz que o home stager entra em cena. Nos Estados Unidos, estima-se que o remodelamento da decoração de um imóvel usado reduza em 78% seu tempo de venda.

Não confunda essa atividade com os tradicionais projetos de decoração. “No designer de interiores, você faz o projeto de acordo com a personalidade do seu cliente”, explica a home stager Susana Damy-Lacy. “O home staging, ao contrário, tem o objetivo de ‘despersonalizar’ o ambiente para que o comprador se identifique com o local”.

Por isso, no projeto final de home staging saem de cena porta-retratos, acessórios mais pessoais e móveis em excesso. “Precisamos deixar a casa com uma circulação boa para que o comprador tenha uma noção real do espaço”, diz a fundadora da consultoria Staging Desing.

Em alguns casos, o home stager projeta até algumas mudanças arquitetônicas – como pintura de paredes para cores mais neutras as paredes do imóvel podem até ser pintadas com cores neutras.

Mercado
No Brasil, a carreira está agora dando seus primeiros passos. Mas a tendência é que esse tipo de serviço ganhe mais espaço nos próximos anos no mercado nacional. E, nas segundo Gambi, a expansão do mercado imobiliário não é a única justificativa para isso.

“Os consumidores brasileiros estão ficando mais exigentes na hora de comprar um imóvel . Esse refinamento está demandando corretores mais bem preparados e uma série de oportunidades de atividades correlatas”, explica.

No mercado imobiliário americano, berço da carreira, o cenário é outro. Lá, segundo cálculos de Susana, de cada dez imóveis vendidos, cerca de oito foram remodelados pelos serviços de home staging.

A procura é tanta que, em 2009, apesar da crise que devastou os mercados centrais, a carreira de Home Stager foi considerada a mais promissora entre as novas profissões dos Estados Unidos, segundo levantamento do site Career Building.

Formação

Enquanto nos Estados Unidos os programas de formação para esses profissionais atingem a casa dos milhares, no Brasil ainda não existem cursos de especialização para o setor. Para exercer a função, é preciso ser formado em arquitetura ou designer de interiores.


Susana atuou durante 14 anos como home stager nos Estados Unidos. Desde setembro de 2010, presta consultoria desse tipo no Brasil. Nesse período, entregou seis projetos de home staging.

A experiência dela mostra um pouco dos obstáculos que o profissional do setor pode encontrar em solo nacional. Gambi explica: “O brasileiro ainda não tem a cultura de valorizar os serviços agregados à venda de um imóvel usado”. Tendência que, segundo ele, pode mudar à medida que o consumidor brasileiro tornar-se mais maduro com relação ao mercado imobiliário.

Em média, uma consulta inicial de home staging para apartamentos pequenos custa 70 reais.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Valorizadas, churrasqueiras invadem áreas nobres da casa


Folha de Londrina -


Eles saíram do quintal e das áreas de lazer para se tornar peças de destaque no interior de casas e apartamentos

Churrasqueiras a gás, embutidas na bancada da cozinha, são boas opções para apartamentos (Império Grill/Divulgação)
Churrasqueiras a gás, embutidas na bancada da cozinha, são boas opções para apartamentos


Impossível pensar em uma área de lazer de residência brasileira sem uma churrasqueira. Considerado um prato típico de nosso País, o churrasco é muito mais que uma refeição. Ele representa um momento de confraternização, de união em torno do ritual de se alimentar, onde todos se reúnem ao redor da comida e observam o prato ficar pronto. 

Para tanto é fundamental que o espaço para churrascos ganhe destaque na hora da construção. Em praticamente todas as casas e edifícios a área de churrasqueira ganha atenção especial. 

 (Scheer/Divulgação)
E a popularidade tornou essa área da casa bastante democrática quando se fala em acabamento. ''O tijolo aparente ainda é a opção mais utilizada, mas fazemos muitas churrasqueiras de cerâmica, pastilhas de vidro e até madeira'', afirma Cidinha Batista, da Império Grill, especializada na construção de churrasqueiras. ''Também pode-se usar revestimentos de fibra natural ou sintética, pedra natural filetada, mármore, granito, grafiato, textura'', completa a arquiteta Nathália Zambon Montans. 

Ela lembra também que uma tendência bastante consolidada atualmente é a integração das churrasqueiras com a cozinha e área social das casas. ''Isso traz maior praticidade e conforto. Dessa maneira utiliza-se apenas uma estrutura de armário, geladeira e fogão'', explica. Sofás, banquetas, mesas e chaises em materiais de fácil limpeza completam o clima de aconchego, permitindo que convidados fiquem próximos de quem está preparando a comida. 

Churrasqueira instalada na pia da cozinha (Império Grill/Divulgação)
Churrasqueira instalada na pia da cozinha


Na hora da construção, alguns detalhes garantem que a fumaça não atrapalhe. Segundo Cidinha, é necessário que a chaminé fique em média 3,5 metros de altura do chão, sendo que 50 centímetros precisam estar acima do telhado, em uma área onde existe boa circulação de ar. ''Também é importante ter uma chaminé com um diâmetro de 23 a 25 centímetros. Se a coifa não puder ser reta até o topo e precisar sofrer algum desvio, ele não deve passar de 45 graus. Assim podemos garantir que a fumaça seja puxada para fora da churrasqueira'', ensina. 

 (Império Grill/Divulgação)


Para quem não consegue construir uma estrutura adequada de chaminé, Nathália lembra que existem as churrasqueiras de pedra vulcânica e elétricas, que não produzem fumaça. ''E para quem não conhece alguém especializado nesse tipo de construção, existem os modelos pré-moldados'', afirma.

 (Scheer/Divulgação)


 (Scheer/Divulgação)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mercado Imobiliário: Ainda sem sinais de bolha


Estadão -

Há dez dias, o Banco Internacional de Compensações (BIS, na sigla em inglês), que funciona como banco central dos bancos centrais, divulgou análise em que adverte para a formação de uma bolha de crédito no Brasil.
Esse diagnóstico foi prontamente desmentido pelo governo Dilma e pelo Banco Central. O argumento central de defesa foi de que o estoque de crédito no Brasil é de apenas 50% do PIB e, mesmo com o forte crescimento dos financiamentos habitacionais (15,3% em 12 meses), a situação do crédito imobiliário no Brasil está longe de configurar perigo de formação de bolha.
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Nisso as autoridades do Brasil estão carregadas de razão. Ainda não há sinais de crise no financiamento geral nem com o segmento do crédito imobiliário parecida com a que acontece nos Estados Unidos e em alguns países europeus, especialmente Irlanda e Espanha. O estouro da bolha do subprime, em 2007, nos Estados Unidos ocorreu quando as operações de financiamento hipotecário tinham descarrilhado para práticas condenáveis. Eram comuns os refinanciamentos hipotecários por quatro ou cinco vezes, só para prover dinheiro novo que o devedor poderia queimar no consumo.
Aparentemente, traumatizados pelos maus antecedentes dos Estados Unidos e da Europa, e impressionados com a rápida expansão do crédito no Brasil (crescimento médio de 13% ao ano), os analistas do BIS exageraram nos cuidados.
No entanto, não dá para esconder a disparada da inadimplência (calote) nos créditos para pessoas físicas, que saltaram de 6,4% em maio de 2011 para 8,0% em maio deste ano. E isso indica redução da capacidade das famílias de honrar compromissos financeiros aos padrões de hoje.
O Banco Central não apresenta estatísticas para a inadimplência específica do setor imobiliário, mas algumas avaliações dão conta de que também estão crescendo. E a relativa saturação do mercado pode contribuir, se não por um achatamento dos preços das unidades habitacionais para níveis inferiores ao avanço da inflação, pelo menos para uma redução da velocidade de valorização dos imóveis, situação que pode comprometer a qualidade da garantia (hipoteca).
Um dos fatores que concorrem para isso é o avanço dos preços de mercado por metro quadrado cuja curva está no gráfico acima. Outro, a disparada do custo de construção. Em apenas 12 meses (terminados em maio), o custo da mão de obra saltou 11,5%. É, também, fato reconhecido que o Programa Minha Casa, Minha Vida está concorrendo para forte elevação dos preços dos terrenos urbanos. As dificuldades que as construtoras estão enfrentando para entregar os imóveis novos aos preços previamente indicados ilustram o que está ocorrendo.
Um terceiro limitador para a expansão do mercado imobiliário ao ritmo de hoje é o crescimento bem mais baixo da renda familiar, de cerca de 5% ao ano, como apontam os números do IBGE.
Para um financiamento de um apartamento de R$ 300 mil, por exemplo, com entrada de 20% e prazo de amortização de 20 anos, a prestação inicial é superior a R$ 3,1 mil e a renda familiar exigida é de R$ 10,3 mil. Quantas famílias brasileiras poderão enfrentar essas condições, num quadro de desaceleração do PIB?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jovens abrem mão de imóvel amplo por localização favorável


Terra - 



Os jovens de 25 a 35 anos procuram apartamentos bem localizados. A tendência é que o imóvel cresça junto com a família. 


O grupo que abrange jovens entre 25 e 35 anos é bem heterogêneo. Ele se divide entre solteiros que buscam independência e prezam pela privacidade e por isso optam por morar sozinhos. Ou ainda, casais que querem “casa para casar”. E, por fim, parceiros que já estão casados há alguns anos e desejam ampliar o espaço para receber ou acolher mais confortavelmente os filhos.

“Hoje existe uma demanda muito grande por apartamentos menores porque as famílias também estão menores”, explica Fernando Sita, diretor da imobiliária Coelho da Fonseca. “Se fosse para generalizar, eu diria que os jovens entre 25 e 35 anos preferem apartamentos com dois dormitórios, com 50m² a 60m² e uma vaga na garagem”, resume Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis.

Segundo ela, é importante que o tamanho do imóvel e a localização estejam mais próximos o possível do ideal. Mas, claro, a decisão final também é muito influenciada pelo bolso. “Às vezes, o cliente prefere um apartamento menor mas numa região que ele gosta, para depois trocar, quando a condição financeira permitir”, afirma.

A diretora defende que uma boa localização não é necessariamente em regiões centrais. “Para cada pessoa a orientação é importante de uma forma, o comprador pode preferir ficar perto do trabalho, da casa da mãe ou da escola dos filhos. Isso é relativo à fase que ele está vivendo”, associa. “Caso não dê para ir para o lugar dos sonhos, o segredo é pegar um lugar adjacente e, na primeira oportunidade, ir para mais perto do local sonhado. É assim que funciona.”

Se a possibilidade de investimento pelo imóvel aumenta de acordo com a condição financeira do comprador, a necessidade é que o espaço físico do apartamento cresça junto com a família. Foi o que aconteceu com o consultor de pré-vendas Willians Medeiros, de 34 anos. Em 2003, quando era solteiro, comprou seu primeiro apartamento na região do Imirim, na zona norte de São Paulo, com 68m² e dois quartos.

Depois, ele se casou e passou a dividir o teto com a esposa, Ana Paula. Há três anos, quando ela ficou grávida, o casal resolveu procurar outro lugar. O segundo imóvel é maior – tem 140m² e três quartos – fica na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista, e é mais próximo do trabalho do consultor. O valor da venda do primeiro foi usado para dar entrada no novo apartamento.

Se em comparação aos imóveis construídos nos anos 70, as medidas dos apartamentos modernos estão cada vez menores, o modo de pagamento predominante também mudou. Ele está relacionado à alta de preços verificada nos últimos três anos em grandes cidades como São Paulo e Brasília. “Mais de 70% das vendas da Coelho são feitas com financiamento. Há cinco anos, essa proporção ficava entre 8% e 10%, o resto era pago à vista. Quando a legislação do financiamento mudou, as pessoas perceberam que podiam comprar. Isso aumentou a demanda e fez os preços subirem”, explica Fernando Sita.

Quando o imóvel divide o casal


Jornal da Comunidade - 


Na procura do lar, homens levam em conta fatores que mulheres ignoram. Divergências na hora da compra são comuns. Balancear as preferências pode ser a solução para neutralizar os conflitos

As diferenças de gostos entre homens e mulheres são um sério problema na hora da aquisição de um imóvel. Nesse momento elas vêm à tona. Para solucioná-las da melhor forma possível são necessárias muita paciência e compreensão de ambos os lados. Afinal, a ideia ao adquirir um imóvel é começar uma família e/ou um novo tipo de relacionamento, e não desgastá-lo. Até que a compra aconteça, as famosas e temidas DR (discussões de relacionamento) são inevitáveis.

Mas, afinal, o que eles e elas consideram importante na hora de comprar? Fabiana Rezende Câmara, arquiteta da German Interiores, tem muita experiência com obra desde a fundação até o acabamento e atualmente se dedica mais a interiores, decoração, design de móveis, projetos iluminotécnicos e reformas em geral. Ela diz que os homens são mais práticos e se limitam a avaliar o custo benefício.

Foto: Gilda DinizAndré e Kíssila têm visões diferentes sobre o imóvel onde moram, mas não deixam que isso venha a abalar a relação deles

Homem vê o gasto e a mulher, a beleza

As mulheres, por serem mais sensíveis, observam bastante os detalhes de estética, funcionalidade e, principalmente, espaço. “Geralmente, depois da compra de um apartamento, a maioria da mulheres quer reformar ele inteiro para adaptá-lo às suas necessidades, ao gosto e estilo do casal, e é nessa hora que às vezes os maridos ficam bravos”, conta.

A arquiteta acredita que o perfil das famílias tem mudado bastante e esse fator também influencia no momento da compra. “Hoje em dia as famílias estão preocupadas também com que o prédio oferece de lazer. Outro fator considerado é a minimização das saídas do prédio por conta do trânsito cada vez mais caótico. Por isso as salas de academia são bem- vindas. Quem opta por apartamentos procura espaços de convivência, como salões de festa, churrasqueira, cozinha gourmet, que trazem parte das vantagens de uma casa para complementar os benefícios do apartamento” , afirma.

Recém-casados ainda sem a casa própria

Kíssila Natanaela Jerônimo Vasconcelos tem 24 anos e casou-se há sete meses com André Rodrigues Feitosa, 23. Apesar de recém-casados, a jornalista e o músico são pessoas caseiras que valorizam muito os momentos em família. Kíssila e André ainda não têm casa própria. “A casa própria sempre é um anseio de quem casa. No nosso caso não tivemos de pagar aluguel, todavia ainda não temos a nossa casa. A nossa residência foi cedida pelo meu sogro, que nos deu para morar por tempo indeterminado”, revela.

Preocupações que contrastam

A jornalista conta que os dois nunca tiveram conflitos sérios e diretos por causa da casa. Mas admite que as preocupações dos dois contrastam. “Quando começamos a pensar em casamento, a primeira providência foi reformar essa casa onde iríamos morar. Eu fiquei muito preocupada com a decoração, cores das paredes e todos os outros elementos visuais. No caso do André, a preocupação maior eram a mudança de instalação elétrica, encanação, entre outras coisas. Nunca tivemos atritos por conta da casa, mas em algumas situações percebemos que o homem não entende muito a nossa preocupação com os detalhes, às vezes, considera exagero” , opina.

As divergências

O casal tem um perfil que foge do comum em um quesito. Kíssila admite que André se preocupa mais com a manutenção da casa. Quando o assunto é mudar de imóvel, as opiniões também são divergentes. No momento eles analisam a possibilidade de comprar um apartamento. “Sou totalmente contra; diferentemente do André, que acredita que um apartamento vai nos trazer mais facilidades, como segurança e comodidade. Na minha opinião, o espaço amplo que uma residência proporciona e a privacidade são fundamentais para uma família. Eu prefiro casa à apartamento. O André, sem sombra de dúvidas, é mais preocupado com a manutenção da nossa casa, até porque ele tem mais habilidades para este tipo de trabalho. Eu sou totalmente envolvida com decoração e organização”, conta.